Igreja e Grupo de Lima pedem adiamento de voto na Venezuela

Eleições presidenciais estão marcadas para 20 de maio

Igreja e Grupo de Lima pedem adiamento de voto na Venezuela
Igreja e Grupo de Lima pedem adiamento de voto na Venezuela (foto: ANSA)
21:06, 14 MaiROMA ZLR

(ANSA) - Tanto a Igreja Católica quanto o Grupo de Lima, formado por diversos países latino-americanos, incluindo o Brasil, pediram nesta segunda-feira (14) o adiamento das eleições presidenciais na Venezuela, marcadas para 20 de maio.

O pleito foi convocado pela Assembleia Nacional Constituinte (ANC), órgão dominado pelo chavismo e formado para suplantar os poderes da Assembleia Nacional, que tinha sua maioria nas mãos da oposição.

As eleições, no entanto, estavam previstas inicialmente para o fim do ano e serão boicotadas pelas principais forças de oposição. "As pessoas entendem que a chamada a essas eleições antecipadas foi feita por interesses políticos", diz um comunicado da conferência episcopal venezuelana, acrescentando que a votação é "ilegítima".

"O interesse de pequenos grupos políticos não pode ser colocado na frente da grande maioria da população. De novo, pedimos publicamente o adiamento dessas eleições para o último trimestre do ano", acrescenta a nota dos bispos, que tentaram mediar uma solução para a crise no país, mas sem sucesso.

Já o Grupo de Lima, que reúne 14 nações das Américas, fez um "último apelo" em defesa da suspensão do pleito. "Não há garantias para um processo eleitoral livre, justo, transparente e democrático", disse o órgão.

O presidente Nicolás Maduro terá apenas três adversários: Javier Bertucci, Reinaldo Quijada e Henri Falcón, sendo que apenas este último, um dissidente chavista, pode ser considerado de oposição. A crise venezuelana, marcada por inflação galopante, violência e falta de itens básicos, provocou uma migração em massa para outros países da América Latina, como Colômbia, Equador, Chile e Brasil. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA