Vitória de Maduro é contestada por comunidade internacional

Presidente da Venezuela foi reeleito em meio a polêmica

Vitória de Maduro é contestada por comunidade internacional
Vitória de Maduro é contestada por comunidade internacional (foto: EPA)
11:11, 21 MaiSÃO PAULO E MOSCOU ZCC

(ANSA) - A reeleição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para governar o país até 2025 foi marcada por polêmicas e principalmente pela falta de reconhecimento por grande parte da comunidade internacional.

Os Estados Unidos, Canadá, União Europeia (UE) e o Grupo de Lima, que inclui diversos países das Américas, como o Brasil, acusaram Maduro de sufocar a democracia, além de afirmarem que a eleição não foi justa e transparente.
   

"A farsa das eleições não muda nada. Precisamos que o povo venezuelano controle este país...uma nação com muito a oferecer ao mundo", escreveu no Twitter o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.
 

O não reconhecimento da votação por parte do governo de Donald Trump foi antecipado há um mês. Como medida de pressão, os Estados Unidos anunciaram várias rodadas de sanções econômicas a funcionários do governo venezuelano por corrupção, abusos aos direitos humanos, entre outras.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu durante a abertura da reunião do G20, grupo de países emergentes, que seja feita uma reflexão sobre a votação da Venezuela, enquanto que o presidente chileno, Sebastian Piñera, manifestou que estas “não são eleições limpas e legítimas, e não representam a vontade livre e soberana do povo venezuelano”.

Para Piñera, o “Chile, como a maioria dos países democráticos, não reconhece estas eleições".

O Panamá foi um dos primeiros países a não reconhecer o resultado das eleições venezuelanas.

Já a China pediu para que todos respeitem a decisão do povo venezuelano. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, o governo chinês mantém uma política de não-intervenção nos assuntos internos de outros países.

 "A China abordará os assuntos relevantes de acordo com a prática diplomática", acrescentou o porta-voz, ressaltando que está convencido de que o governo e cidadãos da Venezuela serão capazes de resolver os seus problemas.

 O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, citado pela agência "Tass", por sua vez, informou nesta segunda-feira (21) que o pleito é "válido", mesmo "outros países, inclusive os Estados Unidos tendo interferido no processo eleitoral".

Maduro foi eleito em uma votação com menos de 50% de participação com cerca de 68% dos votos (5,8 milhões). A validade do pleito, que estava previsto para o fim deste ano, mas foi antecipada repentinamente para maio, foi contestada. 

Grupo de Lima

Os 14 países americanos que formam o chamado Grupo de Lima anunciaram hoje a redução de suas relações diplomáticas com a Venezuela devido às eleições presidenciais de ontem, que reelegeram Nicolás Maduro.


Em um comunicado, o Grupo de Lima, que inclui o Brasil, disse que as eleições não alcançaram “os padrões internacionais para um processo democrático livre, justo e transparente”.
A nota foi assinada por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.


Os países devem chamar seu embaixadores em Caracas para consultas, assim como convocarem os diplomatas venezuelanos para expressar um protesto formal pelas eleições.


O Grupo de Lima foi criado em 8 de agosto de 2017, na capital do Peru, onde representantes de vários países se reunira para discutir uma saía para a crise política na Venezuela. O bloco multilateral exige a libertação dos presos políticos, eleições livres na Venezuela e oferecimento de ajuda humanitária.

(ANSA)

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