Na ONU, Maduro afirma que Venezuela é perseguida por EUA

Venezuelano falou em "perseguição ilegal" contra seu país

Na ONU, Maduro afirma que Venezuela é perseguida por EUA
Na ONU, Maduro afirma que Venezuela é perseguida por EUA (foto: EPA)
08:32, 27 SetNOVA YORK ZBF

(ANSA) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira (26), em seu discurso na Assembleia Geral da Nações Unidas (ONU), em Nova York, que os Estados Unidos estão promovendo uma "perseguição ilegal" contra o país sul-americano.

Em resposta ao presidente norte-americano, Donald Trump, que tinha dito que analisa opções "mais fortes" para resolver a crise na Venezuela, Maduro afirmou que o republicano age como se fosse "o juiz e policial do mundo".

"Oligarcas que dominam Washington querem controlar o poder na Venezuela. A economia tem sido submetida a uma perseguição ilegal, pois não podemos usar dólares em nenhuma transação internacional e nos impuseram sanções unilaterais ilegais. E o presidente falou em mais sanções contra meu país", disse o líder venezuelano.

De acordo com Maduro, "tudo isso é uma tentativa dos Estados Unidos e de seus aliados de colocar as mãos" na Venezuela.

Apesar dos ataques contra Washington e de admitir que ambas as nações possuem "diferenças abismais", Maduro revelou que estaria disposto a se encontrar com Trump.

"Apesar das imensas diferenças históricas, das imensas diferenças ideológicas, eu estaria disposto a apertar a mão do presidente dos EUA e a sentar para dialogar sobre os temas bilaterais e os assuntos da região com franqueza e com sinceridade", afirmou Maduro.

"Sou um motorista de ônibus e não um magnata, um bilionário...claro que temos diferenças, mas são os diferentes que devem dialogar, são os diferentes que têm que colocar sobre a mesa de negociação as palavras e a boa vontade", ressaltou.

Trump, por sua vez, tinha ameaçado a Venezuela dizendo que "todas as opções estão na mesa" para resolver a crise econômica, humanitária e social no país sul-americano.

O republicano até admitiu que, para colocar um ponto final no assunto, existem as opções "mais fortes e as mais brandas", citando inclusive que uma intervenção militar poderia triunfar "muito rapidamente" contra o governo do país. (ANSA)

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