Conheça Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela

Jovem parlamentar desafiou o regime de Nicolás Maduro

Juan Guaidó tem o apoio dos EUA e da maior parte dos países da região
Juan Guaidó tem o apoio dos EUA e da maior parte dos países da região (foto: EPA)
21:14, 23 JanROMA ZLR

(ANSA) - Até o início deste ano, não eram muitas as pessoas que haviam ouvido falar de Juan Guaidó. Transcorridas três semanas de 2019, o jovem parlamentar e presidente da Assembleia Nacional venezuelana emergiu como líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro e, nesta quarta-feira (23), se autoproclamou chefe de Estado interino do país.

Em um clima de forte crise econômica e social, com dezenas de países que declararam ilegítimo o segundo mandato de Maduro, iniciado em 10 de janeiro, Guaidó ocupou um vácuo e se tornou figura-chave para a oposição.

Nascido em 1983, o político de 35 anos é filho de uma professora com um piloto de avião e cresceu em uma família de classe média. Viveu na própria pele as inundações conhecidas como "a tragédia de Vargas", em 1999, que deixou sua família temporariamente sem casa.

Formado engenheiro industrial em 2007, Guaidó atuou em movimentos estudantis nos anos 2000, cobrando do governo Hugo Chávez melhorias sociais e universitárias e a libertação de presos políticos.

Em 2007, também foi um dos líderes das manifestações contra o fechamento da emissora Radio Caracas Televisión. Em 2015, foi eleito para a Assembleia Nacional pelo partido de oposição Vontade Popular, se tornando presidente do Parlamento em dezembro de 2018.

Pouco depois, a Assembleia Constituinte, controlada pelo chavismo, ameaçou Guaidó com uma investigação por traição. O arquiteto de sua ascensão é Leopoldo López, o mais popular opositor venezuelano, atualmente em regime de prisão domiciliar e considerado preso político por seus aliados.

López trabalhou nos bastidores para seu partido obter o comando do Parlamento e depois ceder a presidência a Guaidó, seu fiel pupilo desde 2015. Sua ascensão teve uma brusca aceleração em 11 de janeiro, quando ele convocou o país para uma mobilização em massa contra o governo para esta quarta.

Durante as manifestações, jurou como presidente e prometeu convocar novas eleições. (ANSA)

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