Europeus dão ultimato a Maduro para convocar novas eleições

Conselho de Segurança analisou hoje a crise na Venezuela

Europeus dão ultimato a Maduro para convocar novas eleições
Europeus dão ultimato a Maduro para convocar novas eleições (foto: ANSA)
18:47, 26 JanSÃO PAULO ZBF

(ANSA) - Países europeus, como Alemanha, França e Reino Unido, além de representantes da União Europeia (UE) deram hoje (26) um ultimato ao governo de Nicolás Maduro para que convoque em até oito dias novas eleições na Venezuela.
    Caso isso não ocorra, os países estão dispostos a reconhecer o deputado opositor Juan Guaidó como novo presidente do país.
    "Se não forem anunciadas eleições em até oito dias, estaremos prontos para reconhecer Guaidó como presidente encarregado da Venezuela para conduzir um processo político", disse o mandatário francês, Emmanuel Macron. O ultimato veio no mesmo dia de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, solicitada pelos Estados Unidos e a qual contou com a presença do secretário de Estado Mike Pompeo.
    "A experiência socialista na Venezuela faliu. O povo está passando fome", disse Pompeo. "A crise humanitária nesse país necessita de uma ação agora, hoje".
    A Rússia, porém, posicionou-se de maneira contrária e acusou os Estados Unidos de tentarem dar "um golpe" na Venezuela. Os representantes russos na ONU também defenderam a legitimidade das eleições de 2018 nas quais Maduro conquistou seu segundo mandato.
    Por sua vez, secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo para que haja diálogo político na Venezuela. "Deve prevalecer a máxima moderação da parte de todos os atores", com "um diálogo inclusive para resolver a crise".
    A Itália, que até agora não tinha se pronunciado, o que lhe rendera críticas de outros líderes, disse ser favorável ao ultimato. "França, Alemanha e Espanha fizeram bem em dar o ultimato, porque Maduro está impondo sofrimento com violência e fome à população", disse o vice-premier e ministro do Interior, Matteo Salvini, da Liga Norte. "Há muitos italianos na Venezuela que estão sofrendo. Então, eu espero que o governo italiano abandone qualquer prudência e apoie o povo venezuelano, o direito às eleições livres, à democracia".
    O premier italiano, Giuseppe Conte, porém, adotou um tom mais suave e rejeitou ingerências externas na Venezuela. "A Itália está acompanhando com constante atenção a situação na Venezuela.
    Ressaltamos a necessidade de uma reconciliação nacional e de um processo político que ocorra de modo ordenado e que permita que o povo venezuelano consiga exercitar o quanto antes suas escolhas democráticas", afirmou. "Neste momento, é de fundamental importância evitar uma escalada de violência dentro do país e também que a Venezuela, através de uma imposição interventiva de países, torne-se terreno de confronto e divisão entre atores globais", escreveu em um texto no Facebook. (ANSA)

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