Guaidó convoca novos protestos contra governo Maduro

Rússia disse estar pronta para liderar mediação da crise

Guaidó convoca novos protestos contra governo Maduro (foto: ANSA)
12:07, 30 JanCARACAS E MOSCOU ZCC

(ANSA) - O autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, convocou novas manifestações para esta quarta-feira (30) contra o governo de Nicolás Maduro.
   

Em publicação no Twitter, o líder da Assembleia Nacional do país afirma que os atos serão pacíficos e têm o objetivo de exigir que as forças de seguranças fiquem ao lado do povo de forma que autorizem a entrada da ajuda humanitária no território venezuelano.

"A união de nossas vozes na rua é a chave para continuar avançando na rota que estabelecemos para nós: fim da usurpação, governo de transição e eleições livres", escreveu.
   

Durante o ato também estão previstas a entrega de panfletos com uma cópia de uma lei que oferece garantias a civis e militares que não apoiarem o líder chavista.

Além disso, outra manifestação foi agendada para o próximo sábado (2), mas ainda nenhuma informação foi divulgada.

No entanto, Maduro disse hoje (30) que está pronto a dialogar com a oposição e abriu a possibilidade de mediação de outros países. Segundo ele, há diversos "governos e organizações no mundo que demonstraram sua sincera preocupação e exortaram ao diálogo", como o Uruguai, México, Bolívia, Vaticano e Rússia.
   

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, por sua vez, confirmou o interesse de seu país de participar de "formatos internacionais" de mediação para tentar resolver a atual crise no país sul-americano.

De acordo com o chanceler, qualquer iniciativa para o diálogo deveria "ser imparcial", além de contar com "uma ampla categoria de atores internacionais que têm tanta influência sobre o governo e sobre a oposição".
   

Mas, em entrevista coletiva, o porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, disse que, até o momento, não recebeu nenhuma proposta concreta de Maduro.

O governo italiano também se pronunciou sobre a crise venezuelana. Para o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, "quando há tal crise, não achamos oportuno nos apressarmos em dar investimentos, que, em qualquer caso, não passaram por um processo eleitoral".
   

"Acreditamos que neste estágio a comunidade internacional deve pressionar por eleições livres e democráticas", finalizou o premier da Itália.

EUA

Ontem (29), o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, se reuniu com o principal representante em Washington de Guaidó, Carlos Vecchio, para debater a crise na Venezuela, na tentativa de "restaurar a democracia" no país "através de eleições livres".
   

O encontro, revelado por Pence em sua conta no Twitter, também contou com a presença do ex-prefeito venezuelano David Smolansky, Julio Borges, nomeado delegado ante o Grupo de Lima, além de Elliot Abrams, novo enviado do secretário de Estado, Mike Pompeo, para Venezuela.

Horas depois do término da reunião, Vecchio revelou que debateu com o vice de Donald Trump sobre o envio de ajuda humanitária para a Venezuela.

"Eu confio no nosso povo e nas forças armadas, em que quando esses medicamentos e alimentos cheguem ao povo que está necessitando. Nossos militares vão facilitar a entrada disso", ressaltou. (ANSA)

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