Maduro fala em diálogo, mas tribunal congela bens de Guaidó

Presidente admitiu antecipar eleições legislativas no país

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está sendo pressionado a deixar o cargo
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está sendo pressionado a deixar o cargo (foto: EPA)
08:44, 30 JanMOSCOU ZLR

(ANSA) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que está pronto a dialogar com a oposição e abriu a possibilidade de mediação de outros países.

"Estou pronto para me sentar à mesa de negociações com a oposição para falar pelo bem da Venezuela, pelo desejo de paz e pelo futuro", afirmou o mandatário em uma entrevista à agência russa Ria Novosti.

Na última terça-feira (29), surgiu a hipótese de realizar uma conferência internacional no Uruguai, tema que já teria sido discutido entre o presidente Tabaré Vázquez e a alta representante da União Europeia para Política Externa, a italiana Federica Mogherini.

"Há diversos governos e organizações no mundo que demonstraram sua sincera preocupação com a Venezuela e que exortaram ao diálogo", reforçou Maduro, mencionando México, Bolívia, Rússia, Vaticano e "alguns governos europeus", além do Uruguai.

"Vou enviar cartas oficiais para que apoiem o diálogo na Venezuela na forma que quiserem", disse. Segundo Maduro, seria "muito positivo organizar eleições legislativas antecipadas", embora ele tenha rechaçado a hipótese de realizar uma nova disputa presidencial. "Que esperem até 2025", declarou.

Já em entrevista à agência Sputnik, também da Rússia, o presidente acusou o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, de ordenar sua morte "ao governo colombiano e às máfias da oligarquia colombiana".

Guaidó

No mesmo dia em que Maduro propôs dialogar, o mandatário do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), Maikel Moreno, fiel ao chavismo, proibiu o autoproclamado presidente Juan Guaidó de deixar o país e congelou seus bens.

O pedido havia sido feito pelo procurador-geral Tarek William Saab, alegando que Guaidó é responsável pelas "desordens" na Venezuela. O oposicionista se autodeclarou presidente interino do país na semana passada, com apoio dos EUA, do Brasil e da maior parte das Américas. (ANSA)

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