Guaidó pede reunião com vice-primeiros-ministros da Itália

Autoproclamado presidente enviou cartas a Salvini e Di Maio

Luigi Di Maio e Matteo Salvini são os líderes
Luigi Di Maio e Matteo Salvini são os líderes "de facto" do governo italiano (foto: ANSA)
14:04, 06 FevROMA ZLR

(ANSA) - O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, pediu nesta quarta-feira (6) uma reunião, "o mais breve possível", com os vice-primeiros-ministros da Itália, Matteo Salvini (Liga) e Luigi Di Maio (M5S).

As solicitações estão em cartas enviadas separadamente aos dois líderes "de facto" do governo italiano, que divergem em relação à postura de Roma na crise venezuelana. Enquanto Salvini é a principal voz pró-Guaidó na Itália, Di Maio critica a "interferência" estrangeira no país latino e evita tomar lado.

Em função disso, o governo italiano não reconheceu Guaidó como presidente interino e pediu apenas a realização de eleições "livres e transparentes". Em suas cartas, o venezuelano pede que Salvini e Di Maio recebam delegações oficiais da Assembleia Nacional, dominada pela oposição - Guaidó está impedido de deixar o país pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

"Gostaríamos de poder apresentar-lhes a necessidade de que a Venezuela realize, em tempo breve e com apoio da comunidade internacional, eleições livres e democráticas", diz a carta enviada a Di Maio.

Já para Salvini, Guaidó expressou os "mais profundos sentimentos de reconhecimento à constante proximidade demonstrada à nossa amada Venezuela".

"Acredito ser importante e útil enviar à Itália uma delegação oficial para ilustrar o plano de ação para o restabelecimento da democracia na Venezuela, mediante eleições livres e transparentes, e para resolver a atual crise humanitária que atinge todos os venezuelanos e mais de 100 mil italianos que vivem na Venezuela", acrescentou.

As cartas chegam no mesmo dia em que cerca de 50 venezuelanos protestaram em frente à sede do governo, em Roma, para cobrar um apoio explícito a Guaidó. Mais da metade dos países da União Europeia já reconheceu a legitimidade do presidente interino. (ANSA)

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