Governo Maduro fecha fronteira com Colômbia

Caminhões com ajuda já partiram de Boa Vista, em Roraima

Militares venezuelanos bloqueiam fronteira com a Colômbia (foto: EPA)
11:46, 23 FevCÚCUTA E SÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O regime de Nicolás Maduro ordenou o fechamento da fronteira da Venezuela com a Colômbia, com o objetivo de evitar a entrada de ajuda humanitária no país.

A medida foi anunciada pela vice-presidente Delcy Rodríguez e inclui o bloqueio de três pontes fronteiriças: Simón Bolívar, Unión e Santander, os principais acessos terrestres ao território venezuelano.

O autoproclamado presidente Juan Guaidó estabeleceu para este sábado (23) a data para entrada de ajuda humanitária no país a partir de Cúcuta, na Colômbia, e Roraima, no Brasil, mas o regime chavista diz que não permitirá o acesso dos comboios.

Nos últimos dias, Maduro já havia ordenado o fechamento da divisa brasileira e das fronteiras aéreas e marítimas com Aruba, Bonaire e Curaçao, no Caribe. Apesar disso, dois caminhões venezuelanos com ajuda humanitária já partiram de Boa Vista, capital de Roraima, em direção à fronteira.

Os veículos iniciaram sua viagem por volta de 6h50 da manhã e são escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na última sexta-feira (22), confrontos do lado venezuelano da fronteira deixaram dois mortos.

Confrontos

Após o fechamento da fronteira entre Venezuela e Colômbia, houve confusão em pelo menos dois pontos da divisa.

Na Ponte Simón Bolívar, um grupo de venezuelanos removeu as barreiras colocadas pelo regime de Nicolás Maduro e as atirou no Rio Táchira. Em seguida, as forças de segurança dispersaram cerca de 200 pessoas que tentavam entrar na Colômbia com gás lacrimogêneo.

Jovens ainda desafiaram os membros da Guarda Nacional cantando o hino venezuelano. Já em Ureña, cidade situada no estado de Táchira, manifestantes tentaram se aproximar da ponte que leva até Cúcuta, na Colômbia, e montaram uma barricada para interromper o avanço das forças de ordem.

Os policiais responderam com balas de borracha e gás lacrimogêneo e conseguiram dispersar o ato. Segundo Juan Guaidó, "diversos membros" da Guarda Nacional em serviço na ponte Simón Bolívar desertaram para se unir à oposição.

Por sua vez, a emissora chavista Telesur afirmou que trata-se de "terroristas infiltrados que sequestraram blindados e tentaram atropelar pessoas na ponte". "É uma operação dirigida por opositores do lado colombiano da fronteira", disse o canal. (ANSA)

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