Grupo de Lima quer denunciar Maduro por crime contra humanidade

Países pedem ao TPI para considerar ato como violência criminosa

Grupo de Lima quer denunciar Maduro por crime contra humanidade (foto: EPA)
20:36, 25 FevBOGOTÁ ZCC

(ANSA) - O Grupo de Lima decidiu solicitar ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU medidas urgentes em resposta à "violência criminal do regime de Nicolás Maduro contra a população civil" por proibir a entrada de ajuda humanitária na Venezuela, o que constitui um crime contra a humanidade.

A medida é resultado da reunião extraordinária entre presidentes, vice-presidentes e chanceleres de 14 países, entre eles o Brasil e Estados Unidos, realizada nesta segunda-feira (25) em Bogotá, na Colômbia, para debater a grave crise no país latino.

De acordo com o declaração conjunta, os países "decidem solicitar ao TPI que leve em consideração a grave situação humanitária na Venezuela, a violência criminosa do regime de Maduro contra a população civil e a negação do acesso à assistência internacional".
   

O documento com 18 pontos foi lido pelo chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo, e também exige que o líder chavista deixe o poder imediatamente, abrindo a porta para uma transição pacífica e eleições livres.

Além disso, foi pedido para a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, para responder "prontamente à situação nesse país, antes de apresentar o seu relatório abrangente sobre a 41ª sessão do Conselho de Direitos Humanos".

O grupo propôs uma discussão sobre o risco de Maduro permanecer no poder por representar "uma ameaça sobre o risco sem precedentes à segurança, paz, liberdade e prosperidade em toda a região".

Segundo os países, estão acontecendo "negociações diretas" com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, para que possa impulsionar a ativação de medidas contra Maduro.

Entretanto, o Grupo de Lima condenou os fatos ocorridos no último fim de semana, tanto na fronteira do Brasil quanto na Colômbia, onde foram registrados atos violentos para barrar a entrada de ajuda humanitária.

A declaração conjunta foi assinada pelos representantes da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. O encontro contou com a presença do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, além do vice de Donald Trump, Mike Pence, e do vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão. (ANSA)

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