México se oferece para diálogo sobre a Venezuela e cita Papa

Presidente disse que está aberto a receber negociações

Homem ferido durante confrontos com a Guarda Nacional Bolivariana na fronteira entre Colômbia e Venezuela
Homem ferido durante confrontos com a Guarda Nacional Bolivariana na fronteira entre Colômbia e Venezuela (foto: EPA)
20:20, 26 FevROMA ZLR

(ANSA) - O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, se ofereceu para receber uma mesa de diálogo entre "as partes em conflito" na Venezuela para encontrar uma "solução pacífica" e cogitou a hipótese de convidar o papa Francisco para ser mediador.

"Convido respeitosamente as partes em conflito para se sentarem para procurar uma solução pacífica", disse Obrador nesta terça-feira (26), em coletiva de imprensa. O México é o único país do Grupo de Lima que não reconhece Juan Guaidó como presidente da Venezuela e se aliou ao Uruguai para buscar uma solução negociada.

"Até o papa Francisco [poderia ser mediador], pois já o fez", ressaltou Obrador, citando o papel do Vaticano na reaproximação entre Cuba e Estados Unidos e nas negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Recentemente, Francisco enviou uma carta a Nicolás Maduro rejeitando uma oferta de mediação devido ao fracasso de tentativas anteriores. "Se as partes nos pedem, o México sempre estará em condições de ajudar no diálogo", reforçou Obrador.

Atualmente, a Venezuela conta com dois presidentes (Guaidó e Maduro), dois parlamentos (Assembleia Nacional e Assembleia Constituinte) e duas supremas cortes (uma em Caracas e outra no exílio).

Sanções

O enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliott Abrams, disse que a Casa Branca anunciará nos próximos dias novas sanções contra o regime de Nicolás Maduro. A declaração foi dada durante a sessão do Conselho de Segurança da ONU sobre a crise no país latino, nesta terça-feira (26).

Abrams, no entanto, não deu mais detalhes sobre as sanções. Já o Peru disse que dentro de 15 dias anulará o visto diplomático de funcionários da embaixada venezuelana. Após esse prazo, as pessoas interessadas serão consideradas em situação irregular no país.

"Já foi comunicado aos membros da embaixada da Venezuela que, ao fim do período concedido, eles não serão mais reconhecidos como representantes da Venezuela", afirmou o vice-chanceler Hugo de Zela. O peru reconheceu um diplomata nomeado por Juan Guaidó, Carlos Scull, como embaixador venezuelano. (ANSA)

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