Em meio a apagão, Venezuela tem novo dia de protestos

Guaidó e Maduro convocaram atos para este sábado (9)

Apoiadores de Juan Guaidó protestam em Caracas (foto: EPA)
15:07, 09 MarROMA ZLR

(ANSA) - Em meio à troca de acusações entre governo e oposição, a Venezuela entrou neste sábado (9) em seu segundo dia de apagão, à espera de novos protestos convocados pelos dois homens que reivindicam a Presidência: Nicolás Maduro e Juan Guaidó.

Ainda que algumas regiões de Caracas e determinadas partes da Venezuela já tenham saído do blecaute, muitas áreas afetadas continuam sem energia. O regime Maduro culpa uma "guerra elétrica" provocada pelos Estados Unidos, enquanto a oposição credita o apagão à falta de investimentos na rede energética.

Em Caracas, uma jovem faleceu na noite desta sexta-feira (8) devido à interrupção do funcionamento dos aparelhos que a mantinham com vida no Hospital Universitário. A vítima, Marielsi Aray, tinha 25 anos e estava internada na unidade de terapia intensiva (UTI), onde recebia auxílio respiratório.

Além disso, ao menos 13 pacientes morreram em um hospital do estado de Monagas, no nordeste da Venezuela, por causa do apagão. A denúncia foi feita no Twitter pelo médico Julio Castro, que trabalha na unidade de saúde.

Segundo ele, o Hospital Manuel Núñez Tovar, em Maturín, capital do estado, está "sem luz e sem gerador elétrico", o que já provocou o falecimento de nove pessoas internadas no setor de emergência, duas no departamento de obstetrícia, uma na ala de tratamento de traumatismos e uma na UTI neonatal.

O corte de energia elétrica também atingiu gravemente a indústria de alumínio, com a perda da produção de 73 cubas de redução nas estatais Venalum e Alcasa.

Durante a última noite, Guaidó reiterou o convite para as manifestações deste sábado, em protesto contra um "regime usurpador, corrupto e incapaz que deixou o país no escuro". A polícia ainda tentou impedir uma concentração de manifestantes na Avenida Victoria, em Caracas, mas depois liberou a passeata.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, tido como o "número 2" do chavismo, confirmou uma marcha pró-governo na capital, contra os "ataques ao sistema elétrico nacional". (ANSA)

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