López não pode pedir asilo em embaixada da Espanha em Caracas

Crise na Venezuela será discutida amanhã pelo Grupo de Contato

López não pode pedir asilo em embaixada da Espanha em Caracas (foto: ANSA)
18:19, 06 MaiMADRI ZCC

(ANSA) - O líder da oposição venezuelana, Leopoldo López, não pode pedir asilo político na embaixada da Espanha em Caracas, onde está refugiado desde o último dia 1º de maio, informou hoje(6) o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Josep Borrell.

"Houve muita confusão sobre as condições nas quais ele estava, se ele tinha pedido asilo. Ficou claro que, de acordo com a nossa legislação, o asilo político só pode ser pedido quando se chega a território espanhol. Essa norma também vale para Leopoldo López", afimrou o ministro.

Lopez, sua esposa, Lilian Tintori, e sua filha de 15 meses estão na residência do embaixador espanhol na Venezuela desde a semana passada, depois que foi libertado pelos militares enquanto cumpria uma sentença de quase 14 anos de detenção em prisão domiciliar.

Segundo Borrell, apesar da embaixada ser considerada "território espanhol para efeito de inviolabilidade territorial, não é considerada território espanhol com a finalidade de pedir asilo".

Desta forma, López só pode pedir oficialmente o asilo político se pisar no solo espanhol. Mesmo assim, o líder opositor ao governo de Nicolás Maduro permanecerá na embaixada.

Crise na Venezuela

Nesta terça-feira (7), o chamado Grupo Internacional de Contato (GIC), que reúne países europeus e latino-americanos na tentativa de solucionar a crise na Venezuela, realizará uma nova reunião na Costa Rica, com o objetivo de intensificar os esforços diplomáticos para uma solução "política, pacífica e democrática" para o caos no país latino.

O encontro será presidido pela alta representante da União Europeia (UE), a italiana Federica Mogherini, e pelo ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, Manuel Ventura Robles.

Além da União Europeia (UE), haverá representantes dos oito Estados-membros (França, Portugal, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido) e de quatro países latino-americanos (Bolívia, Costa Rica, Equador e Uruguai).

O objetivo do grupo é estabelecer as garantias necessárias para um processo eleitoral confiável e permitir a prestação urgente de assistência de acordo com os princípios humanitários internacionais. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA

archivado en