Maduro suspende negociação com oposição após sanções dos EUA

Presidente venezuelano ainda convocou um protesto no dia 10/08

Maduro suspende negociação com oposição após sanções dos EUA (foto: ANSA)
18:20, 08 AgoCARACAS E ROMA ZCC

(ANSA) - O presidente Nicolás Maduro anunciou nesta quinta-feira (8) a interrupção das negociações com a oposição da Venezuela em sinal de protesto contra o bloqueio econômico anunciado pelo governo dos Estados Unidos.

A decisão foi anunciada poucas horas antes da nova rodada de negociações, que ocorre sob a mediação da Noruega, e surpreendeu os representantes do autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó, pois já haviam chegado na ilha.

A medida é uma resposta do congelamento de ativos da Venezuela, ordenado pela administração de Donald Trump, que minou o que parecia ser o melhor caminho para a pacificação no país depois de um impasse político por mais de seis meses.

"Nós venezuelanos observamos com profunda indignação a maneira pela qual o líder da oposição, Juan Guaidó, celebra, promove e apoia essas ações lesivas contra a soberania de nosso país e dos direitos humanos mais fundamentais de nosso povo", declarou o governo em comunicado publicado ontem (7).

No texto, no entanto, o ministro da Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou que o líder chavista não quer abandonar totalmente as negociações, mas quer rever "os mecanismos deste processo para assegurar que a sua continuação seja verdadeiramente eficaz e em harmonia com os interesses das pessoas".

Protestos contra EUA -

Maduro ainda convocou uma manifestação para o próximo sábado (10) na tentativa de rejeitar as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o governo de Caracas. A informação foi revelada pelo jornal "El Nacional".

"Mais uma vez me uno ao protesto mundial contra Donald Trump, sábado, 10 de agosto, nas ruas. Vamos lutar pela verdade da Venezuela", disse o presidente venezuelano durante programa de televisão.

O líder chavista fez um apelo por "mil formas de protesto" em todas as cidades do país e "do mundo". "Vamos dar uma lição aos vendedores do país que acolhem os danos causados à Venezuela. Isso implica mais trabalho, mais sacrifícios, mas vamos enfrentá-lo e superá-los", acrescentou.

No último dia 6 de agosto, o governo Trump emitiu uma ordem executiva em que congelou todos os ativos do governo de Caracas nos Estados Unidos, para forçar a renúncia de Maduro. O venezuelano, por sua vez, chamou a medida de "bloqueio ilegal".
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