Trump diz que cogitaria se reunir com Maduro

Presidente afirmou que "raramente" se opôs a encontros

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante comício em Tulsa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante comício em Tulsa (foto: AFP)
14:23, 22 JunWASHINGTON ZLR

(ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que consideraria a hipótese de se encontrar com o mandatário da Venezuela, Nicolás Maduro.

A declaração foi dada durante uma entrevista ao site Axios publicada no último domingo (21). "Eu pensaria sobre o assunto", disse Trump, acrescentando que "raramente se opôs a encontros".

"É como eu digo, você perde muito pouco com essas reuniões", afirmou o magnata. Os EUA consideram Maduro um ditador e reconhecem o opositor Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, como chefe de Estado legítimo da Venezuela.

No entanto, quase um ano e meio após a ascensão de Guaidó, o país continua sob controle de Maduro, em uma crise que dividiu a comunidade internacional. Cerca de 60 nações reconhecem a legitimidade do opositor, incluindo EUA, Brasil e quase toda a União Europeia, mas a maior parte dos países, com destaque para China e Rússia, apoia o chavista.

A tensão entre Caracas e Washington se agravou em maio passado, quando a Venezuela prendeu 52 supostos mercenários, incluindo dois militares aposentados do Exército americano. Segundo o regime chavista, o grupo orquestrava uma "invasão" sob ordens dos EUA, que negam envolvimento no caso.

De acordo com um livro escrito por John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, e que será lançado nesta terça-feira (23), Trump considera Guaidó "fraco" em comparação com Maduro, que seria "forte".

- Trump recua:

Nesta segunda-feira (22), porém, Donald Trump voltou atrás e disse que se reuniria com Maduro, "apenas para discutir uma coisa: uma saída pacífica do poder".

"Diferente da esquerda radical, eu sempre fui contra o socialismo e estive com o povo da Venezuela. A minha administração sempre foi pela liberdade e contra o opressivo regime de Maduro", postou. (ANSA)

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