Começa seleção para série de TV sobre obra de Elena Ferrante

Seriado terá quatro temporadas, uma para cada livro da tetralogia

Capa em italiano de 'A amiga genial', primeiro volume da tetralogia de Elena Ferrante
Capa em italiano de 'A amiga genial', primeiro volume da tetralogia de Elena Ferrante (foto: Ansa)
20:55, 17 MarSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Começou nesta semana, em Nápoles, no sul da Itália, o processo de seleção do elenco para a série "The Neapolitan Novels", que levará para a televisão a célebre tetralogia da escritora Elena Ferrante.

A atração será dirigida por Saverio Costanzo e terá 32 episódios de 50 minutos, divididos em quatro temporadas - uma para cada livro. O principal objetivo dos produtores é encontrar meninas entre oito e 14 anos que possam interpretar as protagonistas Lila e Lenù.

Os testes acontecem na escola De Amicis, em Nápoles, onde dezenas de pais já inscreveram suas filhas. Alguns até fizeram as crianças lerem a série de Ferrante como preparação. "Para fazê-la entrar no personagem", justificou uma mãe ao jornal "la Repubblica".

A chamada tetralogia napolitana de Ferrante inclui, além de "A amiga genial", os livros "História do novo sobrenome", "História de quem foge e de quem fica" e "História da menina perdida". Os três primeiros volumes já foram lançados no Brasil, e o último deve chegar às livrarias do país ainda neste semestre.

A série conta a história de duas amigas da periferia de Nápoles, Lenù (apelido de Elena) e Lila, escrita pela primeira após o repentino desaparecimento da segunda.

A narrativa começa com Lenù recebendo a notícia de que Lila havia sumido sem deixar rastros, cumprindo um antigo desejo de "desmaterializar-se". Irritada, ela decide colocar em preto no branco toda a trajetória de sua amizade, desde a primeira infância até a velhice.

Como pano de fundo, Ferrante descreve as tensões enfrentadas pela Itália e por Nápoles no pós-Guerra, como os anos de chumbo, o fascismo, o comunismo e o crescimento da Camorra, e a tentativa das duas amigas, cada uma a seu modo, de se libertarem da vida de miséria, exploração e violência à qual nasceram condenadas.

A tetralogia já vendeu mais de 2 milhões de exemplares no mundo todo, um sucesso que também se deve à decisão da escritora de se manter no anonimato - embora não faltem especulações sobre sua real identidade. (ANSA)

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