Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza traz novidade em 2017

Mostra de arte acontece de 13 de maio a 26 de novembro

Bienal de Veneza começa neste sábado (13)
Bienal de Veneza começa neste sábado (13) (foto: Reprodução/Facebook)
14:15, 15 MaiSÃO PAULO Por Luciana Ribeiro

(ANSA) - Considerado um dos principais e mais comentados pavilhões nacionais da 57ª edição da Bienal Internacional de Arte de Veneza, que acontece de 13 de maio a 26 de novembro deste ano, o pavilhão do Brasil traz uma novidade: apenas um artista brasileiro representará o país.

Nesta edição, o curador da 32ª Bienal de São Paulo, Jochen Volz assumiu a curadoria do pavilhão em Veneza e foi responsável pela escolha da artista mineira Cinthia Marcelle para representar o Brasil.

Segundo Volz disse à ANSA, esta é "a primeira vez, desde 2011, que um único artista representa o país na mostra de arte contemporânea". A instalação proposta por Marcelle cria um desnivelamento no piso do pavilhão e sua obra carrega uma enorme carga dramática.

"Quem entra ali perde um pouco a noção de equilíbrio. É uma obra que ativa a perspectiva do espectador porque propõe incentivar mais as descobertas do que os julgamentos", disse Volz à ANSA.

Para ele, Marcelle representa uma geração de artistas que está "a par da história da arte brasileira do século 20, e desenvolveu na última década um vocabulário que une experimentação visual com rigor conceitual".

A representante brasileira participou de competições individuais na América do Sul e na Europa, da 11ª Bienal do Sharjah, em 2015, e apresentou a instalação "Dust Never Sleeps", em Viena, em 2014.

Já em 2006, recebeu o "International Prize for Performance por Gray Demonstration". As características encontradas na arte da mineira estão entre as mais fortes já apresentadas pelo Brasil. Desta forma, coloca o pavilhão como um dos mais cotados para estar entre os vencedores do Leão de Ouro.

A Bienal de Veneza ocorre desde 1895 e inclui obras de arquitetura, artes visuais, música, teatro, dança e cinema. No entanto, o pavilhão do Brasil foi construído em 1964 como um espaço que "o próprio país escolhe e expõe artistas que o representam", afirma Volz.

"Desde 1995, a responsabilidade por essa escolha é da Fundação Bienal de São Paulo, a segunda mais antiga no gênero em todo o mundo, em colaboração conjunta entre o Ministério das Relações Exteriores, que é o mantenedor do pavilhão brasileiro, o Ministério da Cultura e a Fundação Bienal de São Paulo", explicou Volz.

Entretanto, para a exposição principal, "Viva Arte Viva", foram convidados representantes de boa parte da América Latina, inclusive os brasileiros Ayrson Heráclito, Ernesto Neto e Paulo Bruscky. (ANSA)

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