Pivô de escândalo no Prêmio Nobel é condenado por estupro

Jean-Claude Arnault é acusado de agressão sexual por 18 mulheres

Arnault é casado com uma ex-membro da Academia Sueca.
Arnault é casado com uma ex-membro da Academia Sueca. (foto: EPA)
15:32, 01 OutCOPENHAGUE ZFD

(ANSA) - A Justiça sueca condenou nesta segunda-feira (1) o francês Jean-Claude Arnault, de 72 anos, por estupro. Arnault, que trabalhou como fotógrafo e diretor artístico de um centro cultural ligado à Academia Sueca, responsável por escolher o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, declarou-se inocente das acusações. A pena decidida pelo tribunal é de dois anos de prisão, mas a defesa declarou que vai recorrer.

Arnault é casado com Katarina Frostenson, ex-membro da Academia Sueca que foi obrigada a renunciar após o escândalo. Ele sofreu duas acusações de estupro pela mesma mulher e foi absolvido de uma delas. Os crimes teriam acontecido em 2011, enquanto a vítima estava dormindo. Arnault também teria participado de crimes financeiros e divulgado informações sobre o vencedor do prêmio Nobel de Literatura, o que fez a Academia Sueca cancelar a entrega deste ano e cogitar não realizar a premiação em 2019.É a primeira vez em 70 anos que a honraria deixa de ser entregue.

O caso foi revelado em novembro, quando o jornal sueco Dagens Nyheter publicou reportagem em que 18 mulheres acusam o francês de assédio e agressão sexual, ocorridos nos últimos 20 anos. A publicação também revela indícios sobre o vazamento de informações sobre o vencedor do prêmio Nobel de Literatura por pelo menos sete vezes desde 1996. As acusações fizeram com que sete dos 18 membros da Academia Sueca renunciassem. O repasse de US$ 14 mil ao centro cultural de Arnault também foi suspenso pela Academia Sueca.

Em abril, houve um eleição na entidade para decidir sobre a expulsão de Katarina Frostenson, que foi negada por uma maioria de oito integrantes. (ANSA)

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