De Raffaello a Fellini, 2020 será o ano dos gênios italianos

Diversas mostras homenagearão ícones da arte no país europeu

O afresco 'A escola de Atenas', obra-prima de Raffaello exposta nos Museus Vaticanos
O afresco 'A escola de Atenas', obra-prima de Raffaello exposta nos Museus Vaticanos (foto: ANSA)
16:12, 03 JanROMA ZLR

(ANSA) - Após o intenso calendário de eventos por conta dos cinco séculos da morte de Leonardo da Vinci em 2019, o ano de 2020 também será uma ocasião para relembrar grandes gênios da arte italiana.

A principal efeméride será o aniversário de 500 anos do falecimento do mestre Raffaello Sanzio, mais conhecido no Brasil como Rafael, que acontece no próximo dia 6 de abril. O pintor renascentista será homenageado com uma grande exposição nas Scuderie del Quirinale, em Roma, que exibirá muitas de suas obras-primas entre 5 de março e 2 de junho.

Será a primeira vez que uma mostra junta mais de 100 trabalhos do artista, graças principalmente à contribuição das Gallerie degli Uffizi, em Florença, que emprestarão cerca de 50 telas. Já o Parque Arqueológico do Coliseu, também na capital italiana, realizará outra exposição dedicada ao gênio, chamada "Raffaello nella Domus Aurea".

Outro ícone da arte italiana na lista de homenageados é o modernista Amedeo Modigliani, cujo primeiro centenário de morte será celebrado em 24 de janeiro. Entre junho de 2020 e janeiro de 2021, o centro cultural Quirinetta, em Roma, exibirá uma mostra imersiva e multimídia sobre o artista, chamada "L'impossibile Modigliani. L'artista italiano e l'arte africana". A exposição também deve exibir pela primeira vez o holograma de Modigliani.

Por sua vez, o arquiteto Giovanni Battista Piranesi, cuja morte completa 300 anos em 4 de outubro, será lembrado com uma exposição na Galeria Nacional da Úmbria, em Perúgia (de 3 de outubro a 10 de janeiro), e outra em Bassano del Grappa, no Palácio Sturm (a partir de 9 de abril).

Já o Castel Sismondo, em Rimini, inaugurou em 14 de dezembro o primeiro evento em celebração pelos 100 anos do nascimento do cineasta Federico Fellini, morto em 1993. A mostra fica em cartaz até 15 de março e reúne documentos inéditos, desenhos, roupas e manuscritos de filmes. A exposição ainda passará por Roma, Los Angeles, Moscou e Berlim. (ANSA)

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