Roma inaugura maior exposição já feita sobre Rafael Sanzio

Evento faz parte do calendário pelos 500 anos da morte do gênio

Exposição 'Raffaello 1520-1483', em Roma (foto: ANSA)
18:02, 05 MarROMA ZLR

(ANSA) - As Scuderie del Quirinale, palácio anexo à sede da Presidência da República da Itália, em Roma, inauguraram nesta quinta-feira (5) a maior exposição já feita sobre a obra do mestre renascentista Raffaello Sanzio (1483-1520), conhecido no Brasil como Rafael.

A mostra fica em cartaz até 2 de junho e reúne pela primeira vez mais de 100 trabalhos do artista, graças principalmente às Gallerie degli Uffizi, em Florença, que emprestaram cerca de 50 telas. O evento acontece por ocasião dos 500 anos da morte de Rafael, efeméride que será celebrada em 6 de abril.

A exposição, planejada há anos pelo governo italiano, acontece em plena epidemia do novo coronavírus, que já contaminou quase 4 mil pessoas e deixou 148 mortos no país.

Por causa da disseminação do Sars-CoV-2, o primeiro-ministro Giuseppe Conte determinou que museus garantam uma distância mínima de um metro entre os frequentadores, o que pode limitar um público que aguardava com ansiedade pela mostra de Rafael.

A exposição percorre a carreira do gênio em ordem cronológica, porém do fim para o começo; de Roma, onde ele morreu, deixando incompleto um ambicioso projeto de renovação urbana, até sua cidade natal, Urbino.

Além de obras-primas, a mostra reúne documentos históricos, como uma carta nunca enviada em que Rafael explica ao papa Leão X, um de seus mecenas, como recuperar o patrimônio da Roma Antiga. O famoso retrato do pontífice pintado pelo artista é um dos destaques da exposição e foi motivo de polêmica.

Todo o comitê científico dos Uffizi se demitiu no fim de fevereiro para protestar contra o empréstimo da obra, com o argumento de que o retrato é um trabalho "irremovível" e precisa ficar em Florença para garantir sua preservação.

Os ingressos para a exposição podem ser comprados online, com preço cheio de 17,50 euros (cerca de R$ 90, pela cotação atual). (ANSA)

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