'Lila me deu muita coragem', diz atriz de 'My Brilliant Friend'

Gaia Girace interpreta a personagem de Elena Ferrante em série

Gaia Girace dá vida a Lila Cerullo em adaptação da saga de Elena Ferrante
Gaia Girace dá vida a Lila Cerullo em adaptação da saga de Elena Ferrante (foto: ANSA)
13:07, 22 MarSÃO PAULO Lucas Rizzi

(ANSA) - Gaia Girace tinha 14 anos quando conquistou a oportunidade de interpretar uma das personagens mais complexas da literatura italiana contemporânea: Raffaella Cerullo, a Lila, catalisadora da célebre "tetralogia napolitana", série best-seller de Elena Ferrante.

Hoje, aos 16, ela diz ter mais instrumentos para dar vida à inquieta personalidade de Lila na segunda temporada de "My Brilliant Friend", adaptação da saga para a TV produzida pelas emissoras HBO e Rai.

"Apesar de Lila ter adquirido ainda mais facetas, eu tinha mais consciência e maturidade, então enfrentei tudo serenamente", afirma Girace, em entrevista à ANSA por email. A nova temporada da série estreou no Brasil em 16 de março e apresenta os acontecimentos de "A história do novo sobrenome", segundo volume da tetralogia.

O foco agora são a conturbada vida de Lila após um casamento precoce e a aposta de sua melhor amiga, Lenù, nos estudos para mudar . Confira abaixo a entrevista com Girace, na qual ela fala sobre suas semelhanças com a personagem e as mudanças que a fama provocou em sua vida.

O que existe de Lila em Gaia Girace?

Os aspectos que mais nos assemelham são: determinação, força, criatividade, e ela também me deu muita coragem.

O que mudou em sua vida depois da série? Você consegue ter ainda uma vida normal?

Agora me reconhecem em todos os lugares, e eu gosto disso, a emoção e os elogios das pessoas me deixam feliz. Obviamente, no entanto, eu não tenho mais uma vida privada, porque também no pessoal se fala da minha carreira. E, para uma jovem de 16 anos, isso se faz ouvir... Há satisfações e coisas não tão belas.

Você e Margherita Mazzucco cresceram junto com as personagem, que entram na fase adulta na segunda temporada. Foi mais fácil fazer a Lila da primeira temporada ou a da segunda?

Acho que a Lila da segunda temporada, simplesmente porque, mesmo que eu a conhecesse, não tinha ainda bem definidos os instrumentos para interpretar essa personagem tão complexa. Na segunda temporada, apesar de Lila ter adquirido ainda mais facetas, eu tinha mais consciência e maturidade, então enfrentei tudo serenamente.

Lila se casa muito jovem e vira vítima da violência doméstica, não aproveitando plenamente seu potencial. Na sua opinião, uma Lila do século 21 teria mais chance de ser feliz?

Provavelmente, sim, hoje há mais possiblidades do que antes, mas eu acredito que destino é destino. Uma mente genial, se destinada a não ser nada de mais, se exaure e basta. Acho que todos devem ser valorizar e ter confiança nas próprias potencialidades, não desistindo nunca.

O que se pode aprender com a amizade de Lila e Lenù?

Que é importante encorajar e acreditar um no outro. Confiar, ajudar, acreditar, mas não excessivamente. A amizade é uma coisa bela.

Como foi a experiência de subir ao palco do Teatro Ariston para o Festival de Sanremo?

É uma das coisas mais belas que já fizemos, uma emoção muito grande! (ANSA)

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