De Nice a NY - Relembre os ataques realizados com caminhão

Modus operandi é muito utilizado em ataques na Europa

De Nice a NY - Relembre os ataques realizados com caminhão
De Nice a NY - Relembre os ataques realizados com caminhão (foto: Ansa)
20:51, 31 OutROMA ZGT

(ANSA) - Um caminhão que acelera contra uma multidão assustando e assassinando a maior quantidade de pessoas no caminho, como o que matou ao menos oito pessoas em Nova York nesta terça-feira (31): este é o novo modus operandi dos ataques terroristas, especialmente, na Europa.   

Essa é uma estratégia agressiva, mortal e de baixo custo que grupos terroristas, principalmente o Estado Islâmico (EI, ex-Isis), incentivam amplamente para ataques.

O próprio EI, por exemplo, chegou até a divulgar um manual passo a passo de como seus jihadistas ou os chamados "lobos solitários" podem realizar ataques usando caminhões, modo no qual não é preciso de armas e explosivos, no qual os agressores podem passar mais despercebidos sem levantar muitas suspeitas e que o próprio grupo acredita que é um dos mais letais.   

Um dos atentados do tipo que mais causou mortes foi o do dia 14 de julho do ano passado em Nice, na França, que matou 86 pessoas e feriu no mínimo outras 450.

Naquele dia, uma multidão estava reunida na cidade francesa para comemorar o feriado nacional que estava quase no fim, o Dia da Bastilha, quando um homem dentro de um caminhão começou a atropelar todas as pessoas em sua frente em alta velocidade e por quase 2 quilômetros.

O motorista do veículo, de origem tunisiana, ainda realizou alguns disparos antes de ser morto pela polícia local.   

Já em 19 de dezembro também do ano passado, o tunisiano Anis Amri investiu contra uma multidão que estava em mercado de Natal de Berlim, na Alemanha, em um caminhão, matando 12 pessoas e ferindo outras dezenas.   

O terrorista, que estava na Europa há anos, conseguiu passar por vários países, como Holanda e França, antes de entrar na Itália, onde foi morto perto de Milão por dois policiais que não sabiam sua identidade.   

O terceiro atentado do gênero, e o mais recente deles, foi o ao Parlamento de Londres, que aconteceu no dia 22 de março de 2017.   

O agressor, o britânico convertido ao Islã Khalid Massod, atropelou em seu veículo 4x4 as pessoas que estavam na ponte de Westminster e no caminho ao Palácio de mesmo nome, sede do Parlamento do país. Logo depois, o homem saiu do carro, esfaqueou um oficial e foi morto pela polícia de Londres.   

No ataque, este policial e mais outras três pessoas que foram atropeladas morreram e várias outras ficaram feridas. No entanto, nesta sexta, o balanço do número de mortos subiu para cinco já que a romena Andreea Cristea, que havia saltado da ponte no rio Tâmisa para se salvar do terrorista, não resistiu aos ferimentos.

Em 7 de abril, ao menos quatro pessoas morreram em um ato do tipo em Estocolmo, na Suécia.

Em 19 de junho, um dia após a vitória de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais, um francês de 30 anos joga seu furgão contra um carro da Gendarmaria que fazia a patrulha na Champs-Élysee, em Paris.

O autor do ataque morreu logo depois por conta das lesões causadas pelo acidente. Nenhum dos policiais ficou ferido.   

Ainda na França, no norte de Paris, um grupo de militares da operação antiterrorismo Sentinelle foi atingido por um carro guiado por um argelino no dia 9 de agosto.

O maior dos atentados desse tipo em 2017 ocorreu em 17 de agosto, quando uma célula do Estado Islâmico na Espanha atropelou mais de cem pessoas no calçadão de Las Ramblas, em Barcelona.

O atentado matou 13 pessoas na hora - uma morreu dias depois. Agora, em Nova York, o modus operandi foi repetido por um "lobo solitário", segundo as autoridades. Ao menos oito pessoas morreram e 11 ficaram feridas na ação. (ANSA)

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