Especial/Brasileiro explica 'êxodo' para futsal da Itália

Douglas Nicolodi, 29, atua há 10 anos no país europeu

Brasileiro explica 'êxodo' para futsal da Itália
Brasileiro explica 'êxodo' para futsal da Itália (foto: Reprodução/Facebook Douglas Nicolodi )
14:29, 31 OutSÃO PAULO Por Renan Tanandone

(ANSA) - Com mais de 50 títulos internacionais conquistados, a seleção brasileira de futsal é a mais vitoriosa da modalidade e, até por isso, bastante concorrida. Devido à falta de oportunidades no Brasil ou simplesmente para expandir a carreira, diversos atletas preferem se naturalizar e atuar por outros países. É o caso do ítalo-brasileiro Douglas Nicolodi, de 29 anos, que está há uma década na Itália e defende o Real Rieti, equipe da elite do futsal da península.

Após uma experiência como jogador de campo no Internacional, Nicolodi ganhou destaque dentro das quadras. A oportunidade de se mudar para a Itália veio quando ele atuava pelo A.S Rochemback, do Rio Grande do Sul. Segundo o atleta, um técnico do país europeu estava "em busca de jogadores com descendência italiana", e o bom desempenho apresentado por ele chamou atenção do treinador, que o levou para a península em 2007.

Com passagens por Bisceglie, Pescara e Cisternino, Nicolodi integra a vasta lista de brasileiros que optaram por migrar para o futsal da Itália. A atual temporada da Série A do Campeonato Italiano conta com mais de 60 atletas nascidos no Brasil, distribuídos entre as 14 equipes que disputam o torneio. "Muitos vêm para a Itália pela possibilidade de jogar como italiano com a dupla cidadania", conta Nicolodi, em entrevista à ANSA. Isso abre caminho para brasileiros também vestirem a camisa da seleção da Itália de futsal, como é o caso do atleta do Rieti.

Nicolodi garante que foi bem recebido pelos italianos, mas diz já ter visto conterrâneos enfrentarem "problemas" no país europeu.

Racismo

Recentemente, atos antissemitas de torcedores da Lazio reacenderam o debate sobre o preconceito no futebol italiano, principalmente contra africanos e sul-americanos, cenário que também se estende às quadras.

Nicolodi afirma que no futsal ele não teve grandes problemas com racismo, mas ressalta que já escutou "algumas piadinhas". O jogador diz que, por possuir a dupla cidadania, ele é "italiano" e tem os "mesmos direitos" de qualquer um.

O ítalo-brasileiro conquistou cinco títulos na península, sendo o principal deles em 2015, quando ajudou o Pescara a se tornar campeão da Série A. Pelo Rieti, clube da região central da Itália, Nicolodi é o atual vice-artilheiro do Campeonato Italiano de "calcio a 5", com sete gols. Em seis jogos, sua equipe está na oitava colocação, com nove pontos. (ANSA)

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