Especial/Jogos de Pyeongchang apostam em segurança discreta

Apesar de agentes, vila olímpica não parece blindada

Jogos de Pyeongchang apostam em segurança discreta (foto: ANSA)
14:21, 07 FevPYEONGCHANG Por Enrico Marcoz

(ANSA) - Um sistema de segurança não invasivo e aparentemente "soft" para vigiar os Jogos Olímpicos de Pyeongchang foi o escolhido pelas autoridades sul-coreanas para o evento.

Visitando as instalações olímpicas, a sensação é de extrema tranquilidade: polícia presente, mas discreta; nenhum deslocamento de grandes meios militares; controles rápidos com detectores de metal na entrada dos prédios considerados mais sensíveis.

A escolha dos organizadores é a de não passar a impressão de um país "blindado" para um evento de nível internacional - já que o país tem um baixo risco de terrorismo , a situação política interna é estável e não existem atritos de ordem religioso.

A única área de cautela é representada pela zona de fronteira com a Coreia do Norte, uma faixa entre cinco e 20 quilômetros que é desaconselhada e na qual ainda podem ser encontrados campos minados. Mas, ela está a centenas de quilômetros do palco olímpico.

Na região de Pyeongchang, as jaquetas fosforescentes da polícia aparecem, mas não em grandes quantidades. A primeira coisa que salta aos olhos é que ninguém está portando armas, nem pistolas, nem fuzis, no máximo, cassetetes.

O acesso à Vila Olímpica é gerido por militares com um sistema eletrônico para os controles de identidade, com raio x para bolsas e detectores de metal para os visitantes. Quando se está dentro da área, no entanto, há apenas o controle de vigilância por vídeo.

No centro de imprensa (MPC, na sigla em inglês), jovens agentes policiais controlam os acessos, onde voluntários também ajudam.

A atmosfera é bastante relaxada. Um pouco mais adiante, no International Broadcast Center (IBC), há o único blindado da "Swat" da Polícia Nacional Coreana.

Passeando pelas ruas, não se ouve sirenes.

"A escolha foi de não militarização nas cidades e de confiar mais na videovigilância. A Coreia é um país tranquilo e seguro - e essa é a imagem que queremos passar para o mundo", explica Kim, um dos milhares dos Jogos. (ANSA)

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