Eleições na América Latina deixarão parlamentos fragmentados

Brasil, Colômbia e México serão os mais afetados pela divisão

Eleições na América Latina deixarão parlamentos fragmentados
Eleições na América Latina deixarão parlamentos fragmentados (foto: EPA)
18:36, 21 MarMADRI ZCC

(ANSA) - A "maratona eleitoral" da América Latina deixará "parlamentos fragmentados com consensos muito difíceis de se conseguir para avançar nas reformas econômicas necessárias para o continente", segundo especialistas.

"Este é o momento adequado para reformas, de acordo com os candidatos, mas não se chega a um acordo para falar sobre isso", aponta Carlos Malamud, investigador do centro de pesquisas internacionais e estratégicas Real Instituto Elcano.

As reformas são necessárias para "aumentar sua produtividade, ou, a América Latina continuará perdendo forças. E, o objetivo do continente agora é se inserir na Quarta Revolução Industrial.", observou Daniel Zovatto, diretor do IDEA Internacional da América Latina e Caribe.

Já para Rogelio Núñez, professor de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Alcalá, na Espanha, com relação ao México, caso o esquerdista Andrés Manuel López Obrador vença as eleições, "não haverá reformas. Haverá contrarreformas ou paralisações".

Ainda de acordo com os pesquisadores, os países que mais teriam parlamentos fragmentados seriam México, Colômbia e Brasil.

Além disso, na América Latina não haverá mais "grandes governos marcados por reeleição", como foi o caso da argentina Cristina Kirchner e do boliviano Evo Morales.

Outro elemento comum entre as disputas eleitorais é a "perca de confiança no sistema democrático", o que está fazendo com que "a abstenção ganhe", como apontou Cristina Manzano, diretora da ONG espanhola Esglobal.

Estas eleições "são as da fúria pelo mal-estar com os políticos e as elites. A confiança nos partidos políticos está em declínio", resumiu Zovatto. Malamud, por sua vez, também apontou que "há uma desconfiança com o sistema judicial".

Segundo Zovatto, "muitos políticos utilizam a insegurança para barrar a corrupção ou a falta de êxitos econômicos e utilizam o Exército como vara mágica para resolver os problemas." (ANSA)

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