'Não sabia de nada', diz ex-mulher de Weinstein sobre abusos

Georgina Chapman falou sobre o escândalo pela primeira vez

Georgina Chapman se divorciou de Harvey Weinstein após o escândalo de abusos sexuais.
Georgina Chapman se divorciou de Harvey Weinstein após o escândalo de abusos sexuais. (foto: EPA)
20:22, 10 MaiNOVA YORK ZLR

(ANSA) - A ex-mulher do produtor Harvey Weinstein Georgina Chapman rompeu o silêncio e falou sobre as acusações de abuso sexual contra seu ex-marido.

"Não sabia de nada", revelou Chapman sobre a conduta de Weinstein, em entrevista à revista "Vogue". "Eu pensava que vivia um casamento feliz. Eu gostava de viver a minha vida, nunca me preocupava em saber onde ele estava, porque eu não sou esse tipo de pessoa", falou a fundadora da grife "Marchesa".

Quando os rumores de abuso sexual surgiram, ela diz que perdeu "10 quilos em cinco dias" e que precisou de ao menos dois dias para assimilar o que ocorrera.

"As histórias continuaram aparecendo, e eu percebi que não era um caso isolado. Eu sabia que tinha de tirar as crianças de tudo isso", continuou, admitindo que precisou de terapia para lidar com a situação.

De acordo com a designer de moda britânica, também houve instantes em que ela "só chorava" por seus filhos, por medo do que as pessoas poderiam dizer deles. "Eles adoram o pai", comentou.

Porém Chapman diz que não fez nada "de imediato", porque estava muito surpresa. "Não quero que me vejam como uma vítima, porque não acredito que eu seja, eu sou uma mulher em uma situação horrível, mas não a única", relatou.

Com relação ao produtor, assegurou que ele "é muito carismático e inteligente". "Uma vez ele pagou o tratamento da mãe de um amigo que tinha câncer de mama. Ele era maravilhoso com os filhos e com os amigos. Por isso, conhecer seu lado mais sombrio foi muito difícil", acrescentou.

Harvey Weinstein foi acusado de abuso sexual por dezenas de mulheres, incluindo as atrizes Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow. Os casos encorajaram outras vítimas no meio cinematográfico a denunciarem casos de violência sexual, através das hashtags "MeToo" e "Times'Up". (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA