'Efeito Jolie' aumenta número de mastectomias

Busca por retirada das mamas aumentou após cirurgia de Angelina

'Efeito Jolie' aumenta número de mastectomias
'Efeito Jolie' aumenta número de mastectomias (foto: EPA)
20:23, 04 SetROMA EBA

(ANSA) - No último ano dobrou o número de mulheres que se submeteram ao teste genético que avalia a propensão ao câncer, assim como as mastectomias, depois que a atriz Angelina Jolie anunciou que realizou o teste e a cirurgia de retirada das mamas.
    A atriz realizou o teste que revela a possível mutação do gene BRCA, que no seu caso comprovou uma tendência genética a desenvolver câncer de mama e que a levou a realizar uma mastectomia bilateral preventiva, na qual retirou as duas mamas.
    Nos seis meses após o anuncio da Angelina Jolie, no centro canadense Sunnybrook Odette Cancer, foi registrado um aumento de 90% no número de mulheres indicadas pelos médicos para realizarem o teste genético. O número destes testes passou de 493 para 916.
    Os dados que mostram o "efeito Jolie" fazem parte de um estudo realizado pelo Sunnybrook Odette Cancer de Toronto, apresentado no Breast Cancer Symposium 2014 em São Francisco.
    Já outro estudo revela que a intervenção cirúrgica pode se mostrar inútil, segundo a pesquisa da Universidade de Stanford, Califórnia.
    A equipe analisou os dados do California Cancer Registry, colhidos de 189,734 mulheres diagnosticadas com câncer de mama em estado inicial entre 1998 e 2011. As pacientes foram acompanhadas durante um período médio de 89,3 meses.
    Os pesquisadores descobriram que a taxa de mastectomia bilateral entre estas mulheres aumentou de 2% de 1998 ao 12,3% em 2011.
    O maior aumento foi identificado entre as mulheres abaixo os 40 anos, entre as quais o número passou de 3,6% em 1998 para 33% em 2011. Todavia elas não apresentavam risco menor de morte em relação às mulheres que passaram por uma terapia com radiação e que preservou os seios.(ANSA)

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