Múmias mais antigas do planeta estão se decompondo

Pesquisadores de Harvard explicam motivos

Múmias mais antigas do mundo foram encontradas na América Latina
Múmias mais antigas do mundo foram encontradas na América Latina (foto: Ansa)
18:35, 11 MarROMA ZAR

(ANSA) - As mudanças climáticas e o consequente aumento da temperatura em algumas regiões do planeta estão prejudicando a conservação das múmias mais antigas do mundo.

Encontradas entre o Chile e o Peru, elas datam de 5.050 a.C, ou seja, são cerca de 2 mil anos mais antigas que as famosas múmias egípcias.

Elas pertenciam à antiga comunidade de Chinchorro, que vivia ao longo da costa dos dois países.

Após terem sido bem preservadas no último milênio, as múmias só começaram a se deteriorar há aproximadamente 10 anos. Para descobrir a causa da decomposição, especialistas chilenos procuraram a ajuda de colegas europeus e norte-americanos, entre os quais pesquisadores da universidade de Harvard.

Estes últimos descobriram que os aumentos das temperaturas e da umidade na cidade de Arica, no Chile, onde as múmias estão conservadas, são responsáveis pelos danos irreversíveis. (ANSA)

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