5 bilhões de pessoas não têm acesso a estruturas cirúrgicas

Mortalidade por doenças banais é alta por esse motivo

Países mais pobres sofrem com a precariedade dos seus sistemas de saúde
Países mais pobres sofrem com a precariedade dos seus sistemas de saúde (foto: EPA)
18:59, 28 AbrLONDRES ZAR

(ANSA) - Cinco bilhões de pessoas não têm acesso a estruturas cirúrgicas decentes no mundo. O número, divulgado pela revista médica britânica "The Lancet", explica porque o número de mortes por apendicite, fraturas expostas ou complicações no parto é alto, mesmo que seus tratamentos sejam tão simples.
    Conduzido por 25 especialistas em mais de 100 países, o estudo apontou que, nas últimas duas décadas, os investimentos em saúde foram focados em doenças "individuais", como Aids, malária e tuberculose, e que infraestrutura e tratamentos cirúrgicos não foram considerados prioridades. No entanto, o número de falecimentos causados por apendicite, fraturas ou partos foi consideravelmente maior que os provocados por essas três doenças juntas no mesmo período.
    Além da falta de estrutura e da precariedade dos procedimentos, principalmente em países da África e da Ásia, a pesquisa também levou em conta a demora para encontrar um posto de saúde em localidades mais afastadas, a espera até ser atendido e o custo a ser desembolsado pelo paciente, que em um quarto dos casos o leva à falência.
    Para evitar mortes por problemas tão simples, 143 milhões de cirurgias a mais deveriam acontecer em um ano em países em desenvolvimento. Além disso, para atingir o objetivo de oferecer 80% dos estabelecimentos necessários para todas as regiões até 2030, a força médica deveria duplicar. (ANSA)

 

Veja o vídeo explicativo do estudo:

 

 

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