Mesmo sem assinatura dos EUA, ONU se reúne para manter Acordo sobre Clima

COP23 está sendo realizada na cidade alemã de Bonn

Mesmo sem assinatura dos EUA, ONU se reúne para manter Acordo sobre Clima
Mesmo sem assinatura dos EUA, ONU se reúne para manter Acordo sobre Clima (foto: ANSA)
13:25, 06 NovBERLIM E ROMA ZGT

(ANSA) - Começou nesta segunda-feira (6), na cidade alemã de Bonn, a 23ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP23), que buscará manter os compromissos sobre o clima assinados no Acordo de Paris por quase todos os países do mundo.

Mesmo com a retirada da assinatura do Acordo de Paris pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é esperado que os norte-americanos se comprometam com parte dos debates.

Nas conversas, que a partir do dia 15 reunirão ministros de alto nível, serão analisadas as maneiras sobre como serão aplicadas as diretrizes do Acordo - que completa um ano em vigor neste mês - e haverá debates relacionados às questões financeiras, como o fundo de ajuda para países pobres e em desenvolvimento.

A ideia, segundo a ONU, é que tudo fique bem alinhado agora e entre em vigor plenamente até a próxima edição do encontro, a COP 24. Ao todo, representantes de 190 países confirmaram presença no evento, que segue até o dia 17.

A reunião ocorre em um momento em que houve a divulgação que a emissão do dióxido de carbono (CO2) em 2016 bateu o recorde dos últimos 800 mil anos. Além disso, uma série de estudos apontam que os últimos anos foram os mais quentes da história do planeta.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 durante a COP21, cria uma série de metas a serem cumpridas por todas as nações para a redução da emissão de gases poluentes, com investimentos em energias renováveis e na ajuda a países que não tem condições financeiras de cumprir as metas.

O acordo tem 195 signatários, com exceção dos EUA de Trump, que retirou a assinatura dada por Barack Obama, da Síria e da Nicarágua. No entanto, esses últimos anunciaram que vão entrar no acordo, mesmo achando que as punições não são tão severas quanto deveriam ser.

Ilhas em risco

Apesar de estar sendo realizada em Bonn, a presidência do evento pertence às Ilhas Fiji, que não tinham uma estrutura segura e ampla para sediar uma reunião de alto porte. Por isso, o governo alemão está oferecendo toda a estrutura e ajuda logística.

Nesta segunda, a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Barbara Handricks, informou que seu país aumentará em mais 50 milhões de euros as contribuições para o fundo da ONU para as ilhas em risco. Ao todo, os alemães já deram 190 milhões de euros para esse fim.

"Damos um sinal claro. A Alemanha é solidária com as pessoas que são particularmente atingidas pelas mudanças climáticas", disse Handricks. (ANSA)

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