Fusão de Meio Ambiente com Agricultura gera críticas

Bolsonaro tinha desistido de ideia, mas voltou atrás na fusão

12:09, 31 OutSÃO PAULO ZBF
(ANSA) - A decisão do futuro presidente Jair Bolsonaro de fundir os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente tem gerado repercussão e críticas pelo Brasil. Nas redes sociais, ativistas alegam que a medida gerará um "retrocesso" nas políticas ambientais, favorecendo a produção agrícola e não mantendo a preservação de áreas naturais. A proposta também não é totalmente bem recebida pelos apoiadores de Bolsonaro. A presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, deputada reeleita Tereza Cristina (DEM-MS), tinha dito desde a véspera do segundo turno que o tema precisava ser analisado, já que a questão ambiental não afeta apenas o meio rural.
    A fusão das pastas foi anunciada ontem, na primeira reunião de governo e de transição de Bolsonaro, eleito no último domingo (28), pelo PSL, com 55% dos votos válidos. Era uma das promessas de governo de Bolsonaro, mas, diante das críticas, o então candidato tinha dito que recuaria da ideia. Seu adversário Fernando Haddad, do PT, defendia que, se eleito, Bolsonaro provocaria o "fim da Amazônia".
    O candidato do PSL, então, anunciou que abriria mão da fusão dos ministérios, em nome do "diálogo". Mas, dois dias após a eleição, o futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), confirmou que a fusão está mantida. (ANSA)

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