Emissão global de CO2 pode bater recorde em 2018

Países da ONU discutem saídas para aquecimento global na COP24

Emissão global de CO2 pode bater recorde em 2018
Emissão global de CO2 pode bater recorde em 2018 (foto: ANSA)
12:48, 06 DezROMA ZBF

(ANSA) - Na contramão do que deveria acontecer, as emissões de dióxido de carbono (CO2) devem aumentar neste ano, assim como aconteceu em 2017.

O alarme foi lançado nesta quarta-feira (5) por três periódicos científicos diferentes, "Nature", "Earth System Science Data" e "Environmental Research Letters", além de ter sido divulgado o relatório "Global Carbon Project" durante a Conferência do Clima da ONU (COP-24), realizada em Katowice, na Polônia.

Caso as estimativas se confirmem, a quantidade de emissão bate novo recorde, após os três anos em que operou em queda (2014-2016).

Segundo a universidade britânica da Ânglia Oriental, a queima de combustíveis fósseis em 2018 cresceu 2,7%, atingindo as 37,1 bilhões de toneladas.

O resultado disso é que a concentração de CO2 na atmosfera sobe a 407 ppm (parte por milhão), contra 405 ppm registrado no ano passado. Esse valor equiavale a 45% acima dos níveis pré-industriais.

Também a Agência Internacional para a Energia (IEA) espera um crescimento das emissões globais de CO2 para 2018, principalmente devido a um consumo de energia em crescimento e uma economia mundial que se expande em 2,7%.

Um péssimo sinal, enquanto na conferência COP-24 os países da Organização das Nações Unidas buscam modos de aplicar o Acordo de Paris sobre o clima, a fim de evitar o aquecimento global e os danos consequentes.

Para efetivar os objetivos do Acordo de Paris, segundo a IEA, o mundo deve cortar as emissões em 1% ao ano. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que atingir esses objetivos evitaria cerca de 1 milhão de mortes por ano devido a doenças ligadas ao aumento da temperatura.

O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) calcula ainda que 163 áreas do Mediterrâneo, entre as quais alguns sítios declarados pela Unesco, como as italianas Cinque Terre, Laguna di Venezia e praias de Lipari, podem terminar imersas em água até o fim do século.

No entanto, na própria COP-24, o pavilhão polaco, para o desconcerto de muitos delegados, exibia joias e cosméticos feitos com carvão, que fornece 80% da energia do país. Além disso, entre os patrocinados da Conferência da ONU sobre clima, os organizadores polacos colocaram o grande colosso nacional de carvão, a empresa JSW. (ANSA)

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