Brasil avança no combate a mudanças climáticas, diz ministro

Edson Duarte falou na conferência da ONU sobre o tema

Duarte disse que Brasil tem 43% da demanda energética vindos de fontes limpas.
Duarte disse que Brasil tem 43% da demanda energética vindos de fontes limpas. (foto: Agência Brasil)
15:39, 12 DezKATOWICE ZFD

(ANSA) - O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, disse nesta quarta-feira (12) que o Brasil avançou nos compromissos assumidos para reduzir o aquecimento global, em pronunciamento realizado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP24). A reunião, realizada na cidade polonesa de Katowice, termina na próxiama sexta-feira (14) e tem o objetivo de estabelecer medidas para colocar em prática o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, firmado em 2015.

Duarte ressaltou que a experiência do Brasil na área é exitosa e representa um esforço não só do governo, mas de toda a sociedade brasileira. "Chegamos com a segurança de quem está procurando fazer a sua parte. Um país que reconhece a sua responsabilidade histórica", disse o ministro.

O representante brasileiro recomendou que os países do mundo aumentem a ambição e contribuam para o alcance das metas climáticas. Ele destacou que o Brasil já conseguiu reduzir as emissões de carbono em 6 bilhões de toneladas entre 2006 e 2015.

A redução do desmatamento na Amazônia, segundo o ministro, tem meta de redução estabelecida em 80% até 2020. O país também pretende recuperar 12 milhões de hectares em áreas verdes até 2030.

Duarte ainda citou que o governo brasileiro investe R$ 10 bilhões em técnicas agrícolas sustentáveis por meio do programa "Agricultura de Baixo Carbono" e no incremento do uso de biocombustívies, através do programa "Renovabio", que já atende a 50% da demanda por combustíveis de automóveis e 10% em veículos pesados. O titular do Meio Ambiente também destacou que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 43% da demanda vindos de fontes renováveis. A meta e chegar a 45% até 2030.

Durante a COP 24, o Brasil também transferiu para Agência Energética Internacional (AIE) o secretariado da plataforma "Biofuturo", iniciativa intergovernamental lançada em 2016 pelo governo brasileiro que conta co o apoio de outros 19 países, entre eles Estados Unidos, França, Argentina, Itália e Reino Unido. O mecanismo visa a promover a coordenação internacional na área da bioeconomia sustentável de baixo carbono. (ANSA - Com Agência Brasil)

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