Montanha de lixo na Índia pode superar altura de Taj Mahal

Atualmente, despejo tem 65 metros e pode crescer até 2020

Montanha de lixo na Índia pode superar altura de Taj Mahal
Montanha de lixo na Índia pode superar altura de Taj Mahal (foto: Reprodução / Twitter)
13:14, 04 JunROMA ZCC

(ANSA) - A montanha de resíduos mais alta da Índia, localizada em Ghazipur, subúrbio a nordeste de Nova Delhi, corre o risco de se tornar mais alta que o Taj Mahal até o próximo ano.

A denúncia foi realizada nesta terça-feira (4) por representantes do Chintam, um grupo ambientalista que reaviva a atenção para um dos maiores e mais perigosos lixões do mundo.

A colina de Ghazipur foi criada em 1984 e em 2002 superou a capacidade esperada. Na ocasião, ela deveria ter sido fechada. No entanto, a quantidade de lixo continua a crescer 10 metros por ano, atingindo atualmente cerca de 65 metros de altura, segundo o engenheiro superintendente do leste de Délhi, Arun Kumar.

As autoridades preveem que a montanha de lixos irá exceder a altura do Taj Mahal (73 metros) em 2020. O despejo ocupa uma área equivalente a mais de 40 campos de futebol.

Ao todo, centenas de caminhões despejam diariamente duas mil toneladas de lixo no local, apesar até mesmo de uma intervenção anunciada pela Suprema Corte Indiana no ano passado.

Diversas vacas, cachorros e ratos são encontrados na área, assim como várias aves de rapina que sobrevoam a montanha de resíduos da cidade de 20 milhões de habitantes, considerada pela ONU a capital mais poluída do mundo.

Muitas vezes, inclusive, o gás metano que é liberado do lixo provoca incêndios levando dias para serem contidos. Além disso, um líquido tóxico de cor preta escorre da colina e flui para um canal.

Um estudo recente mostrou que gases tóxicos produzidos pela montanha afetam a saúde das pessoas que vivem em um raio de até cinco quilômetros de distância, criando problemas respiratórios e digestivos.

A Índia produz 62 milhões de toneladas de lixo anualmente e, de acordo com dados do governo, antes de 2030, esse número pode subir para 165 milhões de toneladas por ano. (ANSA)

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