Ativistas protestam em Milão contra queimadas na Amazônia

Grupo de pessoas se reuniu em frente ao Consulado do Brasil

Ativistas protestam em Milão contra queimadas na Amazônia
Ativistas protestam em Milão contra queimadas na Amazônia (foto: Milano per il Clima)
20:13, 05 SetMILÃO ZCC

(ANSA) - Um grupo de ambientalistas realizou nesta quinta-feira (5) um protesto contra as queimadas que estão devastando a Amazônia em frente ao Consulado-Geral do Brasil em Milão, na Itália.

O ato foi convocado pelo grupo "Milano per il Clima", que reúne associações ambientalistas da capital da Lombardia.

Carregando faixas e cartazes contra o presidente Jair Bolsonaro, os manifestantes cobraram do brasileiro uma atitude imediata para pôr fim aos focos de incêndios na Floresta Amazônica e o chamaram de "criminoso" por "ajudar a destruir o principal pulmão verde da terra".

"Na Amazônia, a cada minuto queima o equivalente a 10 campos de futebol. Com Bolsonaro, os incêndios aumentaram 180%, e tudo a favor das multinacionais brasileiras", afirmaram os ativistas.

Segundo eles, "desde a década de 1980 até o presente, a floresta já perdeu 20% de seu volume. Se perder mais 20%, não poderá mais absorver o CO2 que purifica o ar.

Desta forma, "os efeitos das mudanças climáticas sofrerão uma aceleração potencialmente devastadora para todos nós, por exemplo, arriscando que a Itália se torne uma área deserta", acrescentaram os ambientalistas.

Em sua página no Facebook, o grupo "Milano per il Clima" ainda ressaltou que as "florestas são preciosas" e "protegê-las é um dever para todos".

"Salvar a Amazônia é um dever para todos nós. A Floresta Amazônica abriga 10% de todas as espécies vegetais e animais conhecidos no planeta, incluindo 40 mil espécies diferentes de plantas e muitos animais em vias de extinção como o jaguar e o tapirus", diz o texto.

A associação também explica que a floresta brasileira "é a casa de mais de 24 milhões de pessoas, incluindo muitos povos indígenas", além de armazenar "entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono, jogando um papel fundamental na luta contra as alterações climáticas".

Nos últimos meses, o governo brasileiro tem sido alvo de pressões no cenário internacional, especialmente na Europa, por conta do aumento do número de queimadas na Amazônia. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), agosto atingiu o maior valor para o mês em 9 anos, com 30.901 focos de incêndio, o triplo do registrado no mesmo período de 2018. (ANSA)

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