Vacina de Oxford teria apresentado resultado 'robusto' em idosos

Jornal britânico antecipou dados de estudo clínico

Vacina da Oxford teria apresentado bons resultados entre os idosos
Vacina da Oxford teria apresentado bons resultados entre os idosos (foto: ANSA)
09:15, 26 OutSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - A vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, teria apresentado uma "resposta robusta" entre pessoas com mais de 55 anos, revelou o jornal britânico "Financial Times" nesta segunda-feira (26).

Segundo a publicação, os resultados da ChAdOx1 n-CoV19 entre os idosos apresentou uma eficácia similar àqueles que têm entre 18 e 55 anos e os dados oficiais serão divulgados em breve em "revistas científicas". A boa notícia é que os mais velhos também conseguem ativar os anticorpos protetores e as células T, assim como os mais jovens.

Os idosos estão entre o grupo de mais alto risco para contrair o novo coronavírus e são a faixa etária que mais apresenta óbitos em todo o mundo. Por conta disso, a maior parte das vacinas em teste estão separando os voluntários em grupos de pessoas entre 18 e 55 anos e em outro apenas por pessoas acima dessa idade.

Isso porque, com o passar dos anos, o corpo humano vai perdendo a capacidade de autodefesa e os cientistas querem entender a eficácia da imunização.

Apesar da notícia ser positiva, ainda deve ser vista com cautela, já que não se sabe ainda a eficiência contra a Covid-19 porque a fase três de Vtestes - a última etapa - ainda está em andamento em diversos países.

A Oxford e a AstraZeneca já entraram com um pedido de registro de urgência na Agência Europeia de Medicamentos (EMA), assim como as desenvolvidas pela empresa alemã BioNTech e a Pfizer e pela norte-americana Moderna. A vacina britânica é apontada como uma das mais promissoras do mundo.

Conforme dados da Universidade Johns Hopkins, já são mais de 43,1 milhões de casos de Covid-19 registrados desde janeiro no mundo, com 1.154.703 óbitos. (ANSA).
   

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