Vacina da Pfizer/BioNTech é 90% eficaz, diz análise preliminar

Farmacêutica é a primeira a dar resultados da fase 3 de testes

Vacina da Pfizer/BioNTech apresentou resultados preliminares positivos
Vacina da Pfizer/BioNTech apresentou resultados preliminares positivos (foto: ANSA)
14:08, 09 NovPARIS ZGT

(ANSA) - A vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech tem 90% de eficácia na prevenção da Covid-19, aponta uma análise preliminar divulgada pela farmacêutica nesta segunda-feira (9).

Segundo o presidente da Pfizer, Albert Bourla, os resultados obtidos na fase 3 - a etapa final do desenvolvimento de uma vacina - foram constatados após 94 participantes dos testes desenvolverem a Covid-19. Assim, os cientistas analisaram quantos deles tomaram placebo e quantos receberam as duas doses da vacina e chegaram ao resultado.

Porém, o estudo ainda continua e precisa ser validado após revisão de cientistas e de publicação em revista científica.

A farmacêutica ainda pontuou que vai continuar os testes até que consiga detectar 164 casos da doença entre os voluntários que participam do estudo em diversos países do mundo. De qualquer maneira, essa é a primeira imunização a divulgar dados sobre a fase 3.

"Nós estamos significativamente um passo mais próximos de prover para as pessoas ao redor do mundo um avanço tão necessário para ajudar a acabar com essa crise sanitária global", afirmou em comunicado Bourla.

A BNT 162b é uma vacina aplicada em duas doses (a segunda, 28 dias após a imunização inicial) e é uma das 10 na última fase de testes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A marca já entrou com um pedido de registro de urgência na Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e nos Estados Unidos.

A Pfizer já tem contratos de venda com diversos países do mundo, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Japão e a União Europeia - que reservou 300 milhões de doses. Em julho, a empresa anunciou que teria a capacidade de produzir até 100 milhões de doses ainda em 2020 e de até 1,3 bilhão em 2021.

Após a notícia da farmacêutica, o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, informou que seu país - que também financiou o estudo por conta da atuação da BioNTech, "vai agir de maneira europeia e não seguindo uma linha nacionalista" para o uso e distribuição da imunização. (ANSA).

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