Dilma diz que dificuldade econômica é passageira

Presidente foi entrevistada pelo apresentador Jô Soares

Dilma Rousseff e o apresentador Jô Soares
Dilma Rousseff e o apresentador Jô Soares (foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
15:43, 13 JunSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - A presidente Dilma Rousseff disse, em entrevista ao Programa do Jô, exibida na madrugada deste sábado (13), que a atual situação econômica do país é momentânea e será superada.
    Dilma admitiu ficar agoniada com o aumento de preços de produtos como alimentos, mas avaliou que o cenário é passageiro. "Nós iremos fazer o possível e o impossível para o Brasil voltar a ter uma inflação estável, dentro do centro da meta. O processo tem um tempo; estamos esperando que melhore no final do ano", afirmou.
    Segundo ela, além do ajuste fiscal, o governo trabalha para manter os programas sociais e para aumentar investimentos em infraestrutura. Ela destacou o Programa de Investimento em Logística, lançado nesta semana com investimentos de R$ 198 bilhões em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
    No entanto, apesar das projeções otimistas, Dilma disse que não pode jurar que as coisas serão revertidas ainda em 2015, em função de fatores que não podem ser controlados. Além da duração maior da crise mundial e a valorização internacional do dólar, ela citou a seca no Nordeste e em regiões que não sofriam com estiagem, como São Paulo.
    "Acontece que a seca produz duas coisas, aumenta o preço dos alimentos e a tarifa de energia. Não é uma questão que se pode prometer ou não, porque ninguém controla a seca. Eu não controlo a seca. O que vai ter é um pico de preços, tanto de alimentos quanto de energia", salientou.
    Para Dilma, as apostas de melhorias se baseiam na estrutura forte do país e em "avaliações de mercado, que apontam para queda da inflação nos próximos meses".
    Sobre a relação com o Congresso Nacional, a mandatária defendeu o trabalho do vice Michel Temer, articulador do governo com o Legislativo, e minimizou problemas com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
    "A um presidente o que amedronta é não estar à altura de seu povo. É o que mais temo. O Brasil é um país que reduziu de forma drástica a miséria e a pobreza e melhorou a infraestrutura. Ninguém pode dizer que os aeroportos são os mesmos, que não houve melhoria das estradas, que não houve melhoria da renda", disse. (ANSA)

 

Fonte: Agência Brasil

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