FHC defende Lula em depoimento sobre caças suecos

Lula é acusado de tráfico de influência na compra das aeronaves

FHC defende Lula em depoimento sobre caças suecos
FHC defende Lula em depoimento sobre caças suecos (foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
13:31, 12 SetSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - Convocado como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-mandatário Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento hoje (12) à Polícia Federal e alegou que a compra de caças suecos foi decidida durante o seu governo (1995-2002).
   

Em videoconferência, FHC disse que a negociação não foi concluída para não "onerar" o próximo presidente, mas que a escolha já tinha sido feita. O depoimento acontece como parte do processo em que Lula é acusado de ter feito tráfico de influência na compra de caças para a Força Aérea Brasileira e na edição de uma medida provisória que instituía benefícios fiscais para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
   

A medida provisória foi editada por FHC em 1999 e prorrogada pelo petista. Além disso, durante seu mandato, o tucano fez o programa FX sobre os caças. Logo depois, Lula rebatizou o projeto de FX2.
   

"No meu período de governo já havia uma demanda da força área que renovássemos a frota. No final de um longo processo, eu me lembro que a Aeronáutica era favorável pelos caças suecos. Como já estávamos se aproximando do fim do meu mandato, não quis fazer uma compra, que seria paga pelo governo seguinte", disse o ex-presidente, durante o depoimento.
   

Segundo FHC, a Força Aérea escolheu os caças de modelo Gripen sueco porque eles poderiam transferir tecnologia para o Brasil, que em longo prazo poderia produzir as aeronaves.
   

Na mesma audiência, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que ficou à frente da pasta durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, também prestou depoimento.
   

Cardozo falou sobre a suposta influência de Lula sobre Dilma no caso dos caças suecos. De acordo com o ex-ministro, ela nunca cedeu a algum tipo de situação que não fosse estritamente republicana".
   

"A presidente Dilma tinha uma característica de não permitir opiniões de gerenciamento político, inclusive regia muito mal quando alguém tentava dizer alguma coisa do ponto de vista político. Razão pela qual em várias vezes diziam que ela não tinha habilidade política", afirmou. (ANSA)

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