Temer diz ter 'profunda preocupação' com violência na Síria

Presidente participa da Cúpula das Américas no Peru

15:30, 14 AbrSÃO PAULO ZCC
(ANSA) - O presidente Michel Temer declarou neste sábado (14) que o Brasil condena o uso de armas químicas e manifestou "profunda preocupação com escalada do conflito militar na Síria". Em discurso na 8ª Cúpula das Américas, realizada em Lima, no Peru, Temer defendeu uma solução permanente para a guerra na região.
    "Já é, pensamos nós, passada a hora de encontrar soluções duradouras, baseadas no direito internacional, para uma guerra que se estende há tempos demais, a um custo humano, também, elevado demais. Condenamos, naturalmente, o uso de armas químicas, que é inaceitável", afirmou.
    Na noite dessa sexta-feira (13), os Estados Unidos anunciaram que lançaram um ataque em conjunto com o Reino Unido e a França contra instalaçãoes de armas químicas na Síria, em resposta ao suposto ataque químico à cidade de Duma, realizado há uma semana.
    O presidente brasileiro reiterou que a rejeição ao uso de armas químicas não é simplesmente uma posição de governo, mas uma questão de Estado e enfatizou que a Constituição brasileira também proibe o uso de armas ou energias nuclelares para fins não pacíficos.
    Temer também se solidarizou às vítimas do conflito e reafirmou que o governo ficará atento aos desdobramentos da guerra.
    "Nossos pensamentos se voltam para todas as vítimas deste conflito e, naturalmente, pernameceremos atentos para a segurança de muitos brasileiros que vivem naquela região", completou.
    Itamaraty - O Ministério das Relações Exteriores defendeu hoje (14) a busca de uma solução política para o conflito. O Itamaraty também defende a investigação, de forma abrangente e imparcial, das denúncias de uso de armas químicas no país e que a apuração resulte na punição dos responsáveis.
    A pasta emitiu nota pouco depois da manifestação do presidente Michel Temer sobre o assunto e reafirmou que o governo brasileiro manifesta "grande preocupação com a escaladada do conflito militar" na região.
    "A superação do conflito na Síria requer pleno respeito à Carta das Nações Unidas e ao direito internacional, inclusive o banimento do emprego de armas químicas, e o diálogo efetivo.
    Nesse contexto, o Brasil reitera o entendimento de que o fim do conflito somente poderá ser alcançado pela via política, por meio das tratativas sob a égide das Nações Unidas e com base nas resoluções do Conselho de Segurança", diz trecho da nota.
    O Itamaraty ressaltou também que está em contato permanente com a comunidade brasileira que vive na Síria. Mesmo reafirmando que não há registro de brasileiros entre as vítimas, a pasta disponibilizou contatos para brasileiras que estão em busca de informações e esclarecimentos.
    Segundo a nota, o Núcleo de Assistência a Brasileiros do ministério à disposição para informações e esclarecimentos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, pelos telefones +55 61 2030 8803 e +55 61 2030 8804, e pelo e-mail dac@itamaraty.gov.br. Nos demais horários, poderá ser contatado o telefone do plantão consular da Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras e de Assuntos Consulares e Jurídicos do Itamaraty: +55 61 98197 2284. Fonte: Agência Brasil (ANSA)

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