Testemunha acusa vereador e miliciano por morte de Marielle

Marcello Siciliano negou as acusações publicadas no 'O Globo'

Testemunha acusa vereador e miliciano por morte de Marielle (foto: ANSA)
14:52, 09 MaiSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - Um ex-policial militar e um vereador do Rio de Janeiro foram apontados por uma testemunha como os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido no dia 14 de março, segundo informou o jornal "O Globo" nesta terça-feira (8).

De acordo com a publicação, o delator revelou que Marielle estaria contrariando interesses políticos do vereador Marcello Siciliano (PHS) na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro. Além disso, o jornal afirmou que o político tinha ligação com um miliciano, conhecido como Orlando da Curicica, atualmente preso. Ambos haviam combinado a morte da parlamentar.

A testemunha teria trabalhado para a milícia, mas decidiu revelar o que sabia à polícia em troca de proteção. Na noite desta terça, Siciliano negou o conteúdo da reportagem e se disse revoltado com a acusação, ressaltando, inclusive, manter amizade com Marielle, com quem teria assinado projetos de lei em conjunto.

"Expresso aqui meu total repúdio à acusação de que eu queria a morte de Marielle Franco. Ela é totalmente falsa. Não conheço Orlando da Curicica e acho uma covardia tentarem me incriminar dessa forma. Marielle, além de colega de trabalho, era minha amiga. Tínhamos projetos de lei juntos", explicou em nota.

Siciliano ainda afirmou que "essa acusação causa um sentimento de revolta por não ter qualquer fundamento. Eu, assim como muitos, já esperava que esse caso fosse elucidado o mais rápido possível. Agora, desejo ainda mais celeridade".

Em nota, a assessoria de Siciliano informou que o parlamentar deverá convocar uma coletiva de imprensa para hoje (9), para tentar se defender das acusações.

Marielle e Gomes foram brutalmente assassinados na noite de 14 de março, no bairro do Estácio, após ela ter participado de seu último compromisso político, na Lapa. Os dois foram metralhados, em uma sucessão de 13 tiros, depois que o carro da vereadora foi perseguido por dois veículos.(ANSA)

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