Reconstituição de assassinato de Marielle durou cerca de 5h

Vereadora e seu motorista foram mortos no dia 14 de março

Reconstituição de assassinato de Marielle durou cerca de 5h (foto: EPA)
09:41, 11 MaiSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - A reconstituição dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, pela Polícia Civil, durou cerca de cinco horas. A reprodução simulada do crime, que começou no final da noite de ontem (10) só terminou depois das 4h da madrugada de hoje (11).

Durante a ação, a Delegacia de Homicídios tentou simular a ação criminosa, ocorrida na noite de 14 de março, inclusive com o disparo real de rajadas de submetralhadora.

A reconstituição envolveu também militares do Exército, que auxiliaram a polícia na preparação do terreno. As ruas do entorno do Estácio, onde ocorreu o crime, fecharam por volta das 20h de ontem e foram abertas às 5h30 de hoje. Toda a área foi cercada com lonas pretas para proteger as testemunhas do crime.

Quatro testemunhas que estavam perto do local participaram da reconstituição, a fim de, entre outras coisas, tentar definir se o som dos tiros que ouviram eram de pistola ou de metralhadora.

Tiros foram disparados contra sacos de areia, para que as testemunhas pudessem analisar o som exato da rajada que vitimou Marielle e Anderson.

A imprensa foi mantida afastada, bem como moradores do bairro, curiosos com a movimentação. O Exército informou que disponibilizou 200 homens em apoio para a operação.

Um delator informou à polícia que a morte de Marielle foi tramada pelo vereador Marcelo Siciliano (PHS) e o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, atualmente preso em Bangu 9.

Ambos negaram enfaticamente envolvimento no crime e Curicica divulgou uma carta revelando inclusive o nome do delator, que era mantido em sigilo, que seria um PM da ativa.

O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse ontem (10) que a investigação sobre o assassinato da vereadora "está chegando na sua etapa final".

"Eu acredito que, em breve, vamos ter resultados", afirmou o ministro, após presidir a primeira reunião da Câmara Intersetorial de Prevenção Social e Segurança. Fonte: Agência Brasil (ANSA)

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