Imprensa mundial destaca riscos da eleição de Bolsonaro

Brasiliros vão às urnas neste domingo(7) para definir presidente

Imprensa mundial destaca riscos da eleição de Bolsonaro (foto: ANSA)
12:30, 07 OutSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - As eleições que definirão o novo presidente do Brasil, cujo primeiro turno é realizado neste domingo (7), são destaques em diversos jornais internacionais, os quais têm ressaltado o impacto econômico da votação, além dos riscos da eleição do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

A rede britânica "BBC" associa Bolsonaro a Ditadura Militar no Brasil e relembrou que ele "é a favor de relaxar as leis de posse de armas e falou de tortura como uma prática legítima, além de querer restaurar a pena de morte". O veículo ainda enfatizou as manifestações do movimento #EleNão contra o político.
   

Na reportagem "Eleições no Brasil: Por que há tantas mortes?", a BBC ressalta que o tema da segurança pode determinar a escolha do novo presidente do país, explicando as propostas de todos para diminuir a violência.

Já a emissora do Catar, Al Jazeera, publicou uma série de reportagens sobre a votação e destacou a importância das redes sociais na disputa polarizada.

O jornal britânico "The Guardian" fez uma matéria especial sob o título "Perspectiva de vitória de Bolsonaro causa medo de retorno à ditadura".

A publicação ainda reforçou que esta é uma das eleições mais críticas da história da democracia do Brasil e compara Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A imprensa colombiana, por sua vez, destacou que os cidadãos celebrarão o pleito mais incerto do país desde a redemocratização, enquanto que o jornal mexicano El Universal diz que o apoio a Bolsonaro foi garantido por seu envolvimento nas redes sociais.

O jornal italiano Corriere della Sera afirma que Bolsonaro tem pontos em comuns com outros líderes ao redor do mundo, principalmente com Trump e outros populistas. Além disso, a publicação explica que o candidato do PSL tem ganhado votos das minorias, mesmo depois de deixar explicito sua intolerância, racismo e homofobia. Já o La Repubblica diz que o político é tido como "messias" do Brasil.

   

Para o argentino La Nación, estas eleições então entre as "mais imprevisíveis e polarizadas na história recente do Brasil" e levanta expectativa em toda região, especialmente na Argentina, principalmente por querer ver a recuperação econômica de seu parceiro comercial.
   

O francês Le Monde fala que o Brasil "aposta em uma eleição presidencial de alto risco", ressaltando que o candidato de extrema-direita, que "é racista, misógino, homofóbico, é o favorito no primeiro turno".

"Irritado pela corrupção de suas elites, cansado de uma crise se fim, o Brasil quer uma revolução e pretende demonstrá-la durante as eleições gerais", diz o texto.

Por fim, o jornal El País chamou o vice-presidente da chapa de Bolsonaro, Hamilton Mourão, de "bolivariano". "Jair Bolsonaro, um ex-capitão e paraquedista amante do Governo militar, da tortura e das execuções policiais; machista e racista, além de profundamente ignorante sobre qualquer assunto que não inclua a exibição de testosterona", define o espanhol. (ANSA)

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