Uso de WhatsApp para espalhar fake news é inédito, diz OEA

Chefe da missão da organização se reuniu com Haddad nesta manhã

Uso de WhatsApp para espalhar fake news é inédito, diz OEA (foto: EPA)
21:05, 25 OutSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) revelou nesta quinta-feira (25) sua preocupação com o uso do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp para a divulgação de notícias falsas durante a campanha eleitoral no Brasil e afirmou que este é o primeiro caso no mundo.
   

Segundo a chefe da missão da OEA que está no país, Laura Chinchilla, este "fenômeno não tem precedentes". "No caso do Brasil, está se utilizando a rede privada, que é o WhatsApp. É uma rede que apresenta muitas complexidades para que as autoridades possam acessar e investigar. É uma rede que gera muita confiança nas pessoas porque são pessoas próximas a elas que mandam as notícias", explicou.
   

Além disso, ela observou que desde o primeiro turno advertiu que esse fenômeno induz à violência nas manifestações políticas.
   

Chinchilla também acrescentou que está acompanhando testes de certificação das urnas eletrônicas, e até o momento não encontrou sinais de qualquer vulnerabilidade.
   

Nesta quinta, Chinchilla e outros representantes se reuniram com o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, juntamente com sua vice, Manuela D'Ávila, o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, além da presidente do Partidos dos Trabalhadores, senadora Gleisi Hoffmann.
   

O encontro foi realizado para tratar sobre a denúncia feita pelo jornal Folha de São Paulo, na qual revela um esquema de compras de disparos de mensagens no aplicativo contra a candidatura do ex-prefeito de SP, envolvendo empresas.
   

"É um fenômeno tão novo e tão recente. É a primeira vez em uma democracia que estamos observando o uso de WhatsApp para difundir continuamente notícias falsas", acrescentou Chinchilla, que lembrou que no caso dos Estados Unidos, as fake news foram disseminadas apenas nas "redes públicas", como Facebook e Twitter.

A representante da OEA ainda afirmou que também tem interesse em se reunir com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, antes do pleito do próximo domingo (28). (ANSA)

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