Presidente do Ibama pede exoneração do cargo

Suely Araújo se envolveu em polêmica sobre contrato de R$ 30 mi

Suely Araújo já sairia do Ibama por conta da troca de governo
Suely Araújo já sairia do Ibama por conta da troca de governo (foto: Ansa)
20:20, 07 JanSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - A cientista política Suely Araújo pediu exoneração do cargo de presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O pedido, em ofício, foi encaminhado por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), por onde tramitam os documentos da administração pública federal.

No ofício, Suely assinala que "entende pertinente" seu afastamento após ter sido "amplamente divulgada na imprensa e internamente na instituição" a indicação, como futuro presidente do Ibama, de Eduardo Fortunato Bim. A escolha de Bim foi noticiada pela Agência Brasil em dezembro passado.

Bim é do quadro Advocacia-Geral da União (AGU), especialista em licenciamento ambiental, doutorando em direito do Estado pela Universidade de São Paulo e, até o momento, está lotado na Procuradoria Federal Especializada do próprio Ibama, na sede em Brasília.

A saída de Suely Araújo ocorre após polêmica nas redes sociais por causa do valor do contrato de fornecimento de combustível e veículos (R$ 28,7 milhões) junto à Companhia de Locação das Américas, para abastecimento da frota de fiscalização do Ibama (393 camionetes) em todo o país.

Às 12h05 de domingo (6), pelo Twitter, o novo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, publicou imagem do extrato do contrato e escreveu: "Quase 30 milhões de reais em aluguel de carros, só para o Ibama...". O presidente Jair Bolsonaro também divulgou o documento nas redes sociais, mas depois apagou a mensagem.

Após repercussão na imprensa, o ministro voltou ao Twitter às 20h e assinalou que não levantou suspeita sobre o contrato, apenas destacou o valor elevado. De acordo com a segunda mensagem de Salles, "o valor elevado também foi questionado pelo TCU desde abril e, portanto, não precisava ser assinado a 10 dias da troca de governo".

Em documento, divulgado no domingo pelo Ibama, a ex-presidente do órgão argumentou que o tribunal aprovou os valores referentes aos contratos dos veículos e despesas. Segundo ela, o novo contrato abrange 393 caminhonetes adaptadas para atividades de fiscalização, combate a incêndios florestais, emergências ambientais, ações de inteligência e vistorias técnicas nos 27 estados.

"O valor estimado inicialmente para esse contrato era bastante superior ao obtido no fim do processo licitatório, que observou com rigor todas as exigências legais e foi aprovado pelo TCU." (ANSA)(Com informações da Agência Brasil)

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