'Espero que tenham achado mandante', diz Bolsonaro sobre Marielle

Presidente comentou a prisão de suspeitos do caso Marielle

Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro
Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro (foto: ANSA)
15:06, 12 MarSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (12) esperar que a apuração do assassinato da vereadora Marielle Franco tenha chegado "a quem foram os executores" e "a quem mandou matar".

A declaração foi dada ao fim de uma reunião com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, no Palácio do Planalto, no mesmo dia das prisões do policial militar reformado Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Vieira de Queiroz.

O primeiro seria o autor dos disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes, enquanto o segundo estaria dirigindo o carro usado no crime. "Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e o mais importante, a quem mandou matar", disse Bolsonaro.

O presidente acrescentou que só soube quem era Marielle após seu assassinato, apesar de ela ter sido colega de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. "E também estou interessado em saber quem mandou me matar", acrescentou, referindo-se ao atentado cometido por Adélio Bispo de Oliveira, que, segundo laudo oficial, sofre de problemas mentais.

Lessa, suposto autor dos disparos, mora no mesmo condomínio onde Bolsonaro possui casa no Rio de Janeiro, enquanto Queiroz tem uma foto ao lado de Bolsonaro tirada em 2011. "Eu tenho foto com milhares de policiais civis e militares, com milhares, do Brasil todo", ressaltou o presidente.

O delegado Giniton Lages, responsável pelo caso, descartou qualquer ligação entre a família Bolsonaro e os suspeitos. Por outro lado, ele afirmou, de acordo com o Valor Econômico, que um dos filhos de Bolsonaro namorou uma filha de Lessa. "Isso tem, mas hoje não importou na motivação delitiva, não é importante para esse momento", disse.

Os advogados de Queiroz e Lessa negam envolvimento de seus clientes com a execução de Marielle e Anderson. (ANSA)

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