Bolsonaro quer nomear filho como embaixador nos EUA

Eduardo estaria refletindo sobre a proposta

Eduardo Bolsonaro teria de abrir mão de mandato de deputado para assumir embaixada
Eduardo Bolsonaro teria de abrir mão de mandato de deputado para assumir embaixada (foto: ANSA)
19:43, 11 JulSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (11) que pode indicar seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

A definição, segundo o presidente, está nas mãos do próprio Eduardo, caso ele aceite a indicação. O deputado é atualmente presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

"É uma coisa que está no meu radar, sim. Existe essa possibilidade, ele é amigo dos filhos do Trump, fala inglês, fala espanhol, tem uma vivência muito grande de mundo e, no meu entender, poderia ser uma pessoa adequada, que daria conta do recado perfeitamente em Washigton", afirmou o presidente, após participar da posse do novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), delegado Alexandre Ramagem Rodrigues.

Bolsonaro ponderou, no entanto, se a legislação determina que o parlamentar renuncie ao mandato para assumir o cargo de embaixador. "Se eu não me engano, não tenho certeza, a legislação diz que, no caso do parlamentar aceitar uma indicação como essa, ele tem que renunciar ao mandato", afirmou.

Por causa desse eventual limitação, Bolsonaro destacou que o filho ainda estaria refletindo sobre a possibilidade. "Da minha parte, eu decidiria agora, mas não é fácil uma decisão como essa, renunciando ao mandato sendo o deputado mais votado do Brasil. Tem certas questões que, apesar de ser meu filho, ele tem que decidir", disse.

O presidente disse ainda que o fato de Eduardo ser seu filho poderia ser uma vantagem da representação do Brasil nos Estados Unidos. "Imagina se tivesse no Brasil aqui o filho do [Maurício] Macri [presidente argentino] como embaixador da Argentina? Obviamente que o tratamento a ele seria diferente de outro embaixador normal".

De acordo com o Artigo 56 da Constituição Federal, não há perda de mandato, por parte de deputado ou senador, se o parlamentar for investido como chefe de missão diplomática temporária, o que não seria o caso de embaixador, que é considerado cargo de missão diplomática permanente, segundo a própria Carta Magna. (ANSA)

Fonte: Agência Brasil

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