Líder do PSL acusa Bolsonaro de comprar deputados com cargos

Delegado Waldir voltou a atacar o presidente acirrando crise

Líder do PSL acusa Bolsonaro de comprar deputados com cargos (foto: ANSA)
18:49, 18 OutSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), acusou nesta sexta-feira (18) o presidente Jair Bolsonaro de tentar comprar deputados com cargos e fundo partidário para garantir o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, no posto de líder da bancada.

A declaração foi dada durante entrevista exclusiva ao jornal "Estado de S.Paulo". De acordo com Waldir, o governo "não existe", está parado, porque seu foco é a crise do partido.

"A única finalidade do governo hoje é me derrubar da liderança do PSL", ressaltou o líder do PSL, repetindo o xingamento feito em reunião contra Bolsonaro. "Eu não menti. Ele me traiu. Então, é vagabundo".

Na última quarta-feira (16), Waldir foi gravado em uma reunião dos deputados da ala ligada ao presidente do PSL, Luciano Bivar, falando que gostaria de implodir Bolsonaro, além de chamá-lo de vagabundo. Um dia depois, após o vazamento do áudio, ele tentou minimizar o ocorrido. Hoje, porém, voltou a subir o tom contra Bolsonaro e afirmou que mantém suas palavras.

"Se eu sou fiel a ele desde 2011. Se ele pessoalmente, junto com o líder do governo [deputado] Vitor Hugo [PSL-GO] e o senador [governador] Ronaldo Caiado [DEM] trabalham para me derrubar do diretório de Goiás. E assim está fazendo com outros parlamentares no país todo. Isso não é traição, isso não é vagabundagem? Então eu não retiro nada do que eu falei", explicou.

Embaixada -

A crise entre o presidente Bolsonaro e seu partido, o PSL, também respingou na indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro como novo embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

De acordo com a revista Época, o mandatário suspendeu o plano de colocar no cargo devido à crise com o PSL e à perspectiva de uma derrota na votação no Senado.

No entanto, Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18) que "por enquanto" a indicação de Eduardo está mantida. (ANSA)

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