Bolsonaro 'proíbe' Renda Brasil e mantém Bolsa Família até 2022

Presidente usou redes sociais para criticar própria equipe

Bolsonaro anunciou que Renda Brasil não será implantado
Bolsonaro anunciou que Renda Brasil não será implantado (foto: ANSA)
11:55, 15 SetSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - O presidente Jair Bolsonaro desautorizou, mais uma vez, sua equipe econômica e afirmou que o governo não vai mais implantar o programa Renda Brasil enquanto estiver cumprindo seu mandato. O projeto era apontado como a grande solução do governo para este ano nas questões sociais.

 "Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final", disse Bolsonaro em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (15).

A ideia do projeto era aproveitar a experiência obtida com a implementação do auxílio emergencial, que vem sendo usado durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), e substituir o Bolsa Família - implementado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.

Porém, após o ministro Paulo Guedes e sua equipe irem revelando detalhes do Renda Brasil, o clima de otimismo sobre o novo programa sumiu.

No fim de agosto, Bolsonaro falou publicamente, durante uma viagem presidencial, que a proposta estava suspensa porque ele não poderia aprovar algo que "tira do pobre para dar para o paupérrimo". Na época, o problema era que o Ministério queria mexer nas questões do abono salarial.

Dessa vez, no entanto, o ponto de conflito foi a sugestão de congelar os reajustes dos aposentados - incluindo os que ganham um salário mínimo - e a retirada de benefícios das pensões para idosos e pessoas com deficiência.

"Congelar aposentadorias, cortar auxílio para idosos e pobres com deficiência, um devaneio de alguém que está desconectado com a realidade", escreveu ainda o presidente ao destacar o vídeo no Twitter.

Bolsonaro falou ainda em "dar cartão vermelho" para quem propôs a medida e reforçou a sua frase de 26 de agosto de que não tiraria dos pobres "para dar para paupérrimos". (ANSA).
   

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