CEO do Yahoo ficará sem bônus por ataque hacker de 2014

Naquele ano, mais de 500 milhões de contas foram hackeadas

CEO do Yahoo ficará sem bônus por ataque hacker de 2014
CEO do Yahoo ficará sem bônus por ataque hacker de 2014 (foto: ANSA)
09:12, 02 MarROMA ZAR

(ANSA) - A CEO do Yahoo, Marissa Mayer, disse que não receberá seu bônus equivalente a 2016, e o principal advogado da companhia, Ronald S. Bell, se demitiu do cargo após um relatório da empresa ter sido divulgado nesta quarta-feira, dia 1º, sobre as investigações sobre roubo de informações de mais de meio milhão de contas de emails em 2014.

"Em resposta às conclusões da comissões independentes relacionadas ao incidente de segurança de 2014, o CDA decidiu não dar à CEO um bônus em dinheiro [pelo trabalho de] 2016", pode ser lido no documento.

Mayer também disse que não irá receber a compensação de capital de 2017 por causa dos ataques de três anos atrás e que só ficou sabendo sobre eles em setembro do ano passado, quando o caso foi aberto ao público pela primeira vez.

"Mesmo assim, eu sou a CEO da companhia e, como esse incidente aconteceu durante o meu 'mandato', eu concordei em esquecer meu bônus anual e minha compensação deste ano", escreveu a norte-americana em um comunicado.

O salário base da diretora é de US$ 1 milhão por ano, seu bônus anual costuma ser de US$ 2 milhões e os seus ganhos nas ações da empresa são um pouco menos de US$ 12 milhões.

Segundo o documento redigido pelo conselho do Yahoo, a companhia sabia dos roubos de informações já em 2014 e ficou sabendo depois das tentativas de ataques hackers nos anos seguintes de 2015 e 2016, mas falhou em "entender ou investigar propriamente" o incidente.

Entre esses dois anos, os hackers usaram as informações roubadas para desenvolver um software chamado de cookie que poderia ser usado para acessar ao menos 32 milhões de contas de usuários da empresa.

Esses programas foram invalidados pelo Yahoo, para que os emails não pudessem ser mais acessados. "Descobrimos que algumas dessas atividades estão ligadas ao mesmo autor, patrocinado por um Estado, responsável pelo incidente de segurança de 2014", também afirmou o comunicado. (ANSA)

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